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PROTESTO DE 2 DIAS: Após 48 h parados, policiais civis retomam trabalho em delegacias

Escolta de delegações e registro de crimes foram retomados a partir das 8h. Categoria pede 'equiparação com PF'; ponto foi cortado, segundo governo.

Policiais civis de Brasília retomaram os postos de trabalho às 8h deste sábado (6), após 48 horas de paralisação por melhores salários.

 

Segundo a direção da Polícia Civil, a escolta das delegações internacionais que estão em Brasília para a Olimpíada e o atendimento nas delegacias foram restabelecidos e aconteciam normalmente pela manhã.


Em nota, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) também comunicou a retomada das atividades e disse que "nunca teve a intenção de prejudicar a sociedade". Segundo a entidade, a paralisação foi causada pela "falta de respeito com os policiais civis, por parte do governo do Distrito Federal".


Entre as 8h de quinta (4) e as 8h deste sábado, a escolta das delegações foi feita pela Polícia Militar. Segundo a secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, a situação estava prevista no protocolo de monitoramento da Olimpíada e não gerou risco aos atletas.


Durante a paralisação, apenas ocorrências urgentes e flagrantes foram registradas nas delegacias da capital. Com a retomada dos postos de trabalho, as delegacias na área central de Brasília devem ter efetivo reforçado em dias de jogos, como era previsto originalmente.


Mais segurança
Na sexta (5), o governo anunciou mudanças para garantir a segurança nos próximos jogos de futebol da Olimpíada, até o dia 13. Os bloqueios de trânsito vão começar mais tarde, em uma tentativa de reduzir os engarrafamentos, e a revista pessoal será reforçada.


Na estreia da capital federal como subsede olímpica, nesta quinta-feira (4), não houve registro de violência, mas torcedores entraram na arena com itens proibidos no regulamento. O protocolo também foi quebrado por uma manifestação de policiais civis, que promoveram um ato por salários dentro do perímetro de segurança do Mané Garrincha.


O coordenador de segurança dos Jogos Olímpicos em Brasília, coronel Paulo Roberto Oliveira, afirmou que protestos serão "avaliados" em quesitos como tamanho e controle. Segundo ele, haverá intervenção apenas quando o ato for considerado perigoso.

Policiais civis em greve protestam em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, antes da partida entre Brasil e África do Sul, pelos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)


Policiais civis em greve protestam em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, antes da partida entre Brasil e África do Sul, pelos Jogos Olímpicos Rio 2016



Luta salarial
Os policiais civis buscam equiparação com o reajuste proposto pelo Ministério do Planejamento às carreiras da Polícia Federal e encaminhado ao Congresso Nacional no último dia 21.


Segundo o Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindpol), a categoria deve receber um aumento de 21% a partir de janeiro de 2017, parcelado em três anos. De acordo com levantamento da entidade, os vencimentos iniciais das carreiras federais, no ano de 2016, são de R$ 12.568,97 para agentes, papiloscopistas e escrivães e de R$ 19.177,07 delegados.”


Em carta divulgada no fim de julho, o governador Rodrigo Rollemberg diz que considera a equiparação salarial justa, mas a negociação salarial "deve levar em conta a situação de grave crise" do país. Nesta sexta, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, informou que os pedidos da Polícia Civil custariam R$ 450 milhões anuais aos cofres da capital federal.

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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