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ÚLTIMA HORA: Shoppings lotados e preços altos são os tormentos de brasilienses que deixaram as compras para agora

Movimento em lojas e centros comerciais da capital federal e suas cidades-satélites está maior que o esperado

Duas coisas não podem faltar em todo Natal. A música da Simone e o corre-corre nos shoppings.

 

A três dias da comemoração, as lojas da Grande Brasília estão lotadas de consumidores e têm filas que demandam paciência. Apesar do movimento, consumidores reclamam de preços altos.


 

 

 

O coordenador técnico Thiago Silva, de 23 anos, e o personal trainer Diego Leão, 27, decidiram arriscar a ida a um shopping da capital federal nesta terça-feira (22/12), por volta das 13h, e enfrentaram dificuldades: “Peguei fila no estacionamento e em algumas lojas”, afirma Diego.

 

 


Os amigos Diego (esquerda) e Thiago (direita) começaram a comprar os presentes nesta terça-feira (22/12) *Leonardo Arrudo/Especial Metrópoles**

 

 

Os amigos Diego (esquerda) e Thiago (direita) começaram a comprar os presentes nesta terça-feira (22/12)


Thiago também ficou incomodado com os preços. “Não tive que fazer nenhuma restrição nos meus gastos, mas percebi que tudo está mais caro”, reclama.

 

O aumento no valor dos presentes, em função da alta da inflação e da crise econômica instalada no país, fez com que as expectativas dos lojistas para as vendas de fim de ano fosse de queda em relação ao ano passado. No entanto, o movimento intenso de pessoas nas lojas mudou a expectativa dos comerciantes.


“Segundo nossas pesquisas, as perspectivas de vendas para este fim de ano não eram nada animadoras. Prevíamos uma queda de 7% em relação a 2014. Mas agora, com esse aumento no fluxo de pessoas nas lojas, esperamos até um pequeno crescimento”" -  Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF)


Ainda de acordo com o presidente da Fecomércio-DF, o maior movimento está relacionado com os descontos especiais oferecidos pelas lojas e com as facilidades nas formas de pagamento. No entanto, mesmo com essas condições, há quem tenha apertado os freios nas compras de Natal graças à crise.


É o caso da contadora Kamila Pinheiro, 34, que foi a um shopping comprar um presente para a filha Carolina, 6, nesta terça (22). “Este ano, tive que comprar presentes mais baratos porque os preços estão salgados. Para algumas pessoas, nem vou poder dar nada”, lamenta.


A contadora Kamila Pinheiro foi com a filha a um shopping nesta terça (22/12): "Sempre deixo para comprar os presentes na última hora", assume. *Leonardo Arruda/Especial Metrópoles**

A contadora Kamila Pinheiro foi com a filha a um shopping: “Sempre deixo para comprar os presentes na última hora”, assume.

 


Uma solução menos drástica foi tomada pela professora Liana Fernandes, 37, que faz questão de presentear todos os parentes: “Eu e meu marido estabelecemos uma cota máxima de preços. Compramos lembranças mais baratas, mas é importante entregar alguma coisa para todo mundo”.


A gerente de marketing do ParkShopping, Natália Vaz, confirma o aumento no fluxo: “Desde a semana passada, o shopping está bem mais cheio que o normal. Estamos utilizando todos os estacionamentos disponíveis e estendemos o horário de funcionamento em três horas”, informa.


  • Dicas para sobreviver às multidões dos shoppings
    Compre do pequeno comerciante: procure lojas nas entrequadras ou no seu bairro
  • Use os horários alternativos dos shoppings: vá cedo ou mais tarde
  • Pense em presentes alternativos: os estoques estão reduzidos
  • Procure vale-presentes na internet 

 

Fonte: *Metropole - Clipping

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