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APLICATIVOS: Uber ganha concorrentes com preços competitivos e mais comodidades

Ao contrário do rival, o 99 poderá ser usado por taxistas cadastrados no sistema. No início, os usuários terão acesso a desconto de 30% nas viagens

A regulamentação da lei que autoriza o transporte individual de passageiros abre concorrência não só para os taxistas.
Assim como eles, os motoristas do Uber terão de se esforçar para conquistar e manter a clientela.
Resultado de imagem para 99 TAXI BRASILIAOutros serviços contatados por meio de aplicativos começam a ser oferecidos no Distrito Federal com comodidades e preços semelhantes. Até 15 de setembro, a 99 — empresa de tecnologia similar ao Uber — passa a atuar em Brasília com o modo desconto.
Os usuários poderão optar no sistema pelo abatimento de 30% nas corridas. Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Curitiba e Salvador, cidades que tinham desconto de 20%, a empresa ampliou o índice para 30% em 24 de agosto.

O casal de bancários Leandro Vasconcelos, 30 anos, e Natália Rocha, 29, ainda não aderiu a nenhum dos aplicativos disponíveis no mercado. Mas se animam com a diversidade de opções e possibilidade de promoções. “Apoio a mudança. Quando aumenta a concorrência, a tendência é os preços abaixarem”, comemora Leandro.

Brasília é a segunda unidade da Federação a regulamentar o serviço conhecido como “placa cinza” — os taxistas cadastrados pelo governo usam a placa vermelha.
A lei provocou uma reviravolta no mercado até então monopolizado. São Paulo foi a primeira cidade a autorizar o serviço remunerado individual de passageiros oferecido por meio de aplicativos. A 99, maior aplicativo de táxis do Brasil, com 180 mil carros cadastrados e 3,2 mil taxistas só na Grande Brasília, lança, em 31 de agosto, em São Paulo, o serviço POP para concorrer com o Uber X, modalidade econômica. Para isso, cadastra mil motoristas, entre taxistas e não taxistas, interessados em operar esse sistema mais barato.
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O gerente de relações públicas da 99, Ricardo Kauffman, explica que, por enquanto, o POP será ofertado apenas em São Paulo, onde a legislação está regulamentada. “Mas temos planos de implantar em Brasília assim que sair o detalhamento da lei e tivermos clareza sobre como vai funcionar. Eles falam na cobrança de uma taxa e precisamos saber de quanto será”, detalha.

O abatimento no preço não será a única vantagem oferecida pelo 99 em Brasília. Os táxis têm passe livre nos corredores de ônibus, onde motoristas do Uber estão impedidos de circular. “Fizemos várias simulações de preço e podemos afirmar que o táxi voltará a ser competitivo, não só pelo desconto de 30%, mas também pela rapidez de deslocamento nos corredores”, defende Ricardo.

Resultado de imagem para motorista easy goAntes mesmo do anúncio de desconto da 99, as empresas de radiotáxi de Brasília voltaram a dar desconto de 30%. A Easy também lançou no mês passado o Easy Go, um serviço de carros privados, assim como o Uber. Procurada, a Uber não quis comentar a chegada da 99 a Brasília.

Para enfrentar a concorrência, o presidente do Sinpetaxi, Suéd Sílvio Souza, diz que estudará o mercado para promover a atualização da categoria. “Estamos em reuniões com várias empresas a fim de desenvolver um aplicativo que possibilitará ao passageiro avaliar o profissional. O governo também terá acesso às informações sobre localização dos carros e poderemos gerir melhor a distribuição dos veículos”, menciona. Segundo Suéd, o motorista mal avaliado pelo usuário terá de fazer um curso de capacitação a ser oferecido pelo Estado. Se insistir no erro, será afastado do sistema.


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Por enquanto, o brasiliense aprova o serviço por aplicativo. O engenheiro civil, Sávio Brandão, 25, deixa o carro em casa com mais frequência desde a chegada do Uber ao Distrito Federal. “Prefiro recorrer a esse tipo de serviço, pois o custo para manter o veículo é alto”, explicou. A única preocupação de Sávio é com a segurança. “A diversidade de opções é muito boa, mas precisa ser amigável”, diz, referindo-se aos recentes casos de agressões a motoristas do Uber protagonizados por taxistas.

“Eu não saio mais de carro à noite.” Para a advogada Kelly de Castro, 37 anos, compensa deixar o veículo na garagem e aproveitar a concorrência dos taxistas. Ela mora em Goiânia, veio a Brasília a trabalho e se deslocou para todos os lugares necessários somente com um clique. Ela afirma que o aplicativo proporciona experiência mais cômoda e com preço acessível. “Já mandei até buscar o meu irmão mais novo de Uber na escola”, conta. Segundo ela, a avaliação do motorista após o transporte passa segurança. “Eles buscam preservar a qualidade”, conclui.

 

Fonte: *Via CB Clipping

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