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NÃO TEVE JEITO: Policiais civis rejeitam proposta do GDF e mantêm operação-padrão

Policiais reivindicam equiparação salarial com a Polícia Federal. Governo do DF propõem reajuste escalonado em até cinco anos.

Mais cedo, o GDF e a categoria tiveram uma audiência de conciliação mediada pelo Ministério Público, que terminou sem acordo. Os policiais reivindicam equiparação salarial com a Polícia Federal, que teve reajuste aprovado de 37% escalonado em três anos, a partir de 2017.

O GDF propôs um reajuste em cinco anos – 7% em 2017, 7,5% em 2018, 8,5% em 2019, 5% em 2020 e 4,5% em 2021. Segundo o GDF, o aumento de 37% de uma vez causaria um impacto de R$ 450 milhões por ano nas contas públicas.


Sem acordo com o governo do Distrito Federal sobre reajuste salarial, policiais civis decidiram em assembleia nesta sexta-feira (9) manter por mais uma semana a operação PCDF Legal (operação-padrão). Com isso, investigações, intimações, protocolo de documentos e diligências ocorrem de forma mais restrita.


"O GDF não apresentou nenhuma proposta e foi provocado pelo MP para que apresentasse um reajuste de 37% nos três anos [2017, 2018 e 2019]. Nós ficamos frustrados com a postura do governo", disse o presidente do Sinpol, Rodrigo Franco. A categoria espera uma proposta "plausível" na próxima audiência de conciliação, na sexta-feira (16).Policiais civis durante assembleia nesta sexta-feira (9) em frente ao Palácio do Buriti, em Brasília  (Foto: Mateus Vidigal/G1)

Franco afirmou que a proposta "continua sendo um recuo e mantém a quebra da isonomia" com a Polícia Federal, uma vez que outra proposta do GDF – de 7% em 2017, 10% em 2018 e 10% em 2019 – já havia sido recusada pela categoria.


O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, disse ao G1 no mês passado que o governo não tem dinheiro em caixa e que, para dar aumento aos policiais, terá que cortar em outras áreas. Segundo ele, o Buriti ainda precisa encontrar R$ 1 bilhão para fechar as contas de 2016.

Dos R$ 32 bilhões do orçamento do GDF para 2016, R$ 26,2 bilhões serão destinados à folha de pagamento, entre salários e benefícios e sem contar os terceirizados, que entram no cálculo de custeio. O valor corresponde a 85% do total do orçamento.


‘Mortômetro’ e ‘criminômetro’
Na assembleia desta sexta, os policiais aprovaram o fechamento dos postos de identificação com menos de três agentes em serviço e de delegacias sempre que não houver delegado de plantão.

A categoria também aprovou a instalação de um "mortômetro" e um "criminômetro" em diferentes pontos da cidade, para mostrar quantas mortes e crimes acontecem na Grande Brasília diariamente.


Na última terça-feira (6), os policiais brasílienses colocaram 1.073 cruzes brancas de madeira no gramado em frente ao Congresso Nacional. Segundo os manifestantes, o número representa a quantidade de vítimas de homicídio e latrocínio registrada desde janeiro de 2015, quando Rodrigo Rollemberg assumiu o governo local.


De acordo com a entidade, entre janeiro de 2015 e agosto de 2016, foram mais de 50 mil roubos a pedestres no Plano Piloto e cidades-satélites.

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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