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1a. BRASILIENSE: Faleceu hoje a primeira pessoa nascida na capital federal, Brasília Maria

Brasília Maria Costa Gois estava internada no Hospital Regional de Santa Maria

 

Maria Costa Góis, de 56 anos, a primeira pessoa a nascer em Brasília, morreu na madrugada deste sábado (10/9), em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.


Ela estava internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria desde quarta-feira (7), mas precisou esperar por quatro dias até conseguir o leito.

Arquivo pessoal


 A família precisou precisou ir à Justiça para conseguir a transferência.


Ela foi paparicada por políticos, jornalistas famosos e até pelo presidente da República Juscelino Kubitschek.

 

Brasília Maria Costa Góis foi o primeiro bebê nascido na nova capital do Brasil, no dia em que ela foi oficialmente inaugurada. Agora, aos 56 anos, lutou pela vida e passou quatro dias à espera de uma vaga de UTI, depois de ficar uma semana internada na UPA do Recanto das Emas.

Hospitalizada desde 31 de agosto, Brasília ficou entubada e precisou de hemodiálise. A família precisou ir à Justiça para conseguir a transferência, que só se concretizou na noite de quinta-feira, 48 horas depois da ordem judicial.

“Na UPA, ela estava na UTI, mas lá não tinha como fazer a diálise”, conta Grazielle Góis, 21 anos, a filha mais velha de Brasília, que pretendia procurar até o governador Rodrigo Rollemberg, caso a família não conseguisse o leito. Brasília foi transferida na noite de sexta para a UTI do Hospital de Santa Maria.

Problemas psiquiátricos

A ilustre brasiliense, que era aposentada, sofreu com problemas psiquiátricos e tomou três tipos de remédios controlados, diz a filha: “Ela tinha esquizofrenia, transtorno bipolar e de ansiedade”. O tratamento teria sido interrompido há três anos, por falta de vaga no Hospital Pronto Atendimento Psiquiátrico (HPAP), onde era atendida.

Com dores nas costas, Brasília procurou a UPA do Recanto das Emas, onde morava com os dois filhos, o marido e uma sobrinha. “Quando falei que achava que poderia ser nos rins, ela ficou agitada”, conta a filha, lembrando que a mãe foi fumante há mais de 30 anos e foi diagnosticada recentemente com doença pulmonar obstrutiva crônica, além de ser diabética e hipertensa.


Faltam vagas na rede pública

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que Brasília Góis estava internada na sala vermelha da Unidade de Pronto Atendimento, onde recebia atendimento com suporte semelhante ao de uma UTI, enquanto aguardava transferência para leito de terapia intensiva “que atenda às necessidades do quadro clínico”.

A pasta reconheceu que a mulher aguardava uma vaga desde sábado passado, quando entrou na fila de regulação de leitos de UTI. “Desde então, a Central de Regulação tem feito buscas ativas para atender a demanda”, diz o texto.

Nesta quinta, conforme a nota, a pasta ampliou a busca por leito de UTI também na rede privada não contratada, seguindo a recomendação judicial que foi recebida.

A secretaria informou ainda que Brasília Góis seria encaminhada ao leito de terapia intensiva tão logo houvesse disponibilidade de vaga com as especificações necessárias.


Ordem judicial

Já passava das 20h, 50 horas depois de a ordem judicial ser expedida, quando uma viatura do SAMU fez a transferência da paciente, segundo a Secretaria de Saúde informou. O relatório médico, que foi entregue à família, indicava que Brasília Góis estava com quadro de “choque séptico com foco urinário e pulmonar”.

 

O laudo, expedido anteontem, indicava a necessidade de UTI “com suporte dialítico” com urgência.

 

Fonte: *Via Metropole/JBr Clipping

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