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PLATAFORMA SUPERIOR: Retirada de camelôs tornou mais fáceis as compras nas proximidades da Rodoviária do PP

Chegar ao Conjunto Nacional, que fica ao lado da Rodoviária, está mais fácil. Para quem anda pelas imediações, a ausência dos ambulantes na calçada tornou menos desgastante a compra dos presentes

Consumidores de Brasília aproveitaram a ausência dos vendedores ambulantes na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto para ir às compras com mais tranquilidade.

 

Chegar ao Conjunto Nacional, que fica ao lado da Rodoviária, estava mais fácil esta semana. Para quem anda pelo centro da capital federal, a ausência dos camelôs na calçada tornou menos desgastante a compra dos presentes .


Retirada

Com a determinação do GDF, em 1º de dezembro, de retirar os ambulantes da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto durante todo o mês, para que os consumidores pudessem transitar tranquilamente pelo local durante as compras de fim de ano, comerciantes da área consideram que as vendas melhoraram um pouco, apesar de que, para a maioria, a principal razão da queda no consumo apesar desse ser um mês de festas, deve-se, principalmente, à crise econômica que o país atravessa. 


O gerente de uma das lojas de calçados do Conjunto Nacional destacou que, com os ambulantes longe do centro comercial, as vendas melhoram. “Foi a melhor coisa que fizeram. As pessoas ficam mais soltas e tranquilas para transitar pela passarela. Tem que ser sempre assim, livre”, ressaltou.


Everton Xavier, gerente de uma outra loja do shopping, destaca que a retirada dos camelôs dá oportunidade para que as pessoas possam conhecer melhor as características arquitetônicas do prédio e melhora o aspecto como um todo. “A entrada do shopping fica mais agradável, e dá um tom de shopping e não de feira”, comparou.


 

Para a professora Carmem Maria Santos, a questão envolve dois lados. Ela reconhece que este é o período em que os ambulantes faturam mais, o que é bom para eles, porém considera a vantagem de quem trafega pelo local de dispor de mais espaço de circulação. “Nessa época de Natal, os estacionamentos e as lojas ficam lotados, e tumultuo é grande. Sem eles [camelôs] aqui, as coisas se tornam mais tranquilas”, comentou.


Comércio

Na quarta-feira (23), a CDL/DF (Câmara dos Dirigentes Lojistas do Distrito Federal), a Fecomércio-DF (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal) e diversos sindicatos que representam o setor produtivo da capital federal encaminharam uma carta de repúdio ao comércio informal ao governador Rodrigo Rollemberg.

 

No documento, demonstram preocupação com o avanço dos camelôs nos centros comerciais do Plano Piloto e das cidades-satélites.


Segundo a carta, o comércio ilegal incentiva o contrabando, a pirataria e o aumento de ocorrências de roubos e furtos. Os lojistas também reclamam da venda de móveis, produtos artesanais, artigos têxteis, como redes e cobertores, em áreas nobres como os Lagos Norte e Sul. Os comerciantes defendem que esse tipo de comércio não traz nenhuma contribuição para a economia distrital.


 

A carta pede ainda ao governador Rollemberg uma solução rápida para o impasse. “Diante de tal cenário, vimos solicitar uma postura firme do governador Rodrigo Rollemberg, dos administradores regionais e demais autoridades a quem este manifesto for entregue, a implementação de medidas efetivas e definitivas para combater a informalidade, retirá-los das ruas, desocupando as áreas públicas, hoje, irregularmente ocupadas”, finaliza o documento.  

Com a retirada dos camelôs, sobrou espaço para os pedestres

 

Fonte: *Fatoonline - clipping

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