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GREVE DIA 10 DE NOVEMBRO: Professores e servidores da Educação fazem assembleia em frente ao Buriti

Grupo quer pagamento de 3,73% da última parcela do plano de carreira. Governo está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Professores e profissionais da educação da rede pública da Grande Brasília aprovaram nesta quinta-feira (22) paralisação no dia 10 de novembro, quando devem avaliar as possibilidades de fazerem uma greve geral.

O ato aconteceu em frente ao Palácio do Buriti e à Câmara Legislativa.

De acordo com as categorias, os servidores também protestavam contra o que chamam de "retirada de direitos" dos profissionais da educação.


Os servidores reivindicam o pagamento de 3,73% da última parcela do plano de carreira dos professores, que deveria ter sido paga em outubro do ano passado. Por estar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o GDF afirmou estar impedido de realizar o pagamento.

Professores e servidores da Educação votam paralisação no dia 10 de novembro durante assembleia nesta quinta-feira (22) em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Alexandre Bastos/G1)Professores e servidores da Educação votam paralisação no dia 10 de novembro durante assembleia nesta quinta-feira (22) em frente ao Palácio do Buriti, sede do GDF

O GDF adiou para este ano o pagamento das parcelas dos reajustes acertados na gestão passada. A data prevista era outubro, mas o reajuste não aparece nos contracheques já disponibilizados aos servidores. O GDF diz que o pagamento referente a outubro só é pago em novembro.


"Devemos aprovar a adesão dos professores a uma greve geral no país que será definida com a CUT. Deve ser paralisação com tempo determinado. Tendemos a endurecer com o GDF a partir de 2017", afirma o diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Julio Barros.

Professores na Praça do Buriti, em Brasília, durante assembleia nesta quinta-feira (22) (Foto: Alexandre Bastos/G1)Professores na Praça do Buriti, em Brasília, durante assembleia nesta quinta-feira (22) 

Cerca de 6 mil professores estiveram debaixo das tendas montadas em frente à sede do governo distrital para decidir sobre o indicativo de uma greve geral, segundo o sindicato. A categoria tem 30 mil profissionais ativos e aguarda a abertura de um novo concurso com vagas para mais de 2 mil profissionais.


"Ele [Rollemberg] quer destruir o Estado. Nós lutamos tanto para construir coisa na escola. Quando ele ataca o salário dos professores, esse é o golpe final. É um momento muito difícil para todos os brasileiros, mas nós, servidores públicos, ficamos acuados porque, no meio dessa crise, reivindicamos um reajuste que é nosso direito", disse a professora Carla Costa.

Faix\ em frente ao Palaío do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, durante assembleia de professores e servidores da educação (Foto: Alexandre Bastos/G1)Faixa em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, durante assembleia de professores e servidores da educação


Entidades que representam estudantes das escolas e universidades públicas manifestaram apoio ao movimento e recusaram o que qualificaram como "retrocessos na educação", como a reforma da Previdência, proposta pelo governo Temer.

"Se a gente não derruba os projetos federais, isso vai influenciar na situação local do DF. E isso passa pela execução da meta 17 do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que prevê que todos os profissionais do magistério ganhem, no mínimo, a média salarial das carreiras do nível superior, em 4 anos", disse Barros.

Professores e servidores da Educação votam paralisação no dia 10 de novembro durante assembleia nesta quinta-feira (22) em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Alexandre Bastos/G1)

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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