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DESDOBRAMENTOS DA CAIXA DE PANDORA: Arruda acusa Sombra em nova tentativa de evitar condenação

A defesa do ex-governador apresentou uma petição à 7ª Vara Criminal de Brasília para que seja reaberta a investigação do episódio que o levou para a prisão, em 2010, quando teria tentado subornar o jornalista Edson Sombra

Temendo a proximidade do julgamento que pode condená-lo e levá-lo para a cadeia, o ex-governador José Roberto Arruda deu uma nova cartada na tentativa de mudar os rumos do julgamento da Caixa de Pandora.

 

A defesa do político apresentou uma petição à 7ª Vara Criminal de Brasília para que seja reaberta a investigação do episódio que o levou à prisão, em 2010.

 

Na ocasião, o jornalista Edmilson Edson dos Santos, mais conhecido como Sombra, teria sido alvo de tentativa de suborno por um emissário de Arruda, que lhe ofereceu R$ 200 mil.

Na época, Sombra era uma das pessoas mais próximas ao delator do esquema, Durval Barbosa. Foi ele quem fez a ponte entre Durval e o Ministério Público do DF (MPDF).

 


Resultado de imagem para jose roberto arruda e edson sombraSombra é, desde então, considerado por Arruda a personificação, junto a Durval, da sua desgraça política. Em função da tentativa de suborno, Arruda foi preso em 11 de fevereiro de 2010 , acusado de obstrução à Justiça. Ele passou 60 dias encarcerado e acabou destituído do cargo de governador.


 

Alvo em 10 ações penais relacionadas à Caixa de Pandora, o ex-governador tem tentado protelar o desfecho dos processos. Já alegou suspeição do juiz responsável pelo caso, que os vídeos feitos por Durval foram editados e até pediu o desmembramento das investigações.

Reprodução

No dia 4 de fevereiro de 2010, o então conselheiro do Metrô Antônio Bento foi preso em flagrante ao entregar R$ 200 mil a Sombra, em uma confeitaria no Sudoeste

 

O Metrópoles teve acesso aos documentos que embasaram a petição de Arruda, apresentada nesta quarta-feira (21/9) por seu advogado, Paulo Emílio Catta Preta. São inquéritos antigos, cuja parte do conteúdo deles já havia sido arquivada.

 

A defesa do ex-governador alega que familiares de Sombra teriam recebido depósito milionário na época da tentativa de extorsão. O dinheiro teria sido depositado em uma conta da empresa O Distrital, que não apresentava movimentação desde 2007. Como argumento, a defesa anexou relatórios contábeis do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


Reprodução

Edson Sombra


Essa movimentação faz parte do inquérito policial 63/2012, da Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária do DF.

Na investigação policial, o agente Fernando Augusto Santana Gonçalves pediu a quebra de sigilo bancário de familiares de Sombra por considerar suspeito o fato de parentes do jornalista terem sacado R$ 300 mil um dia após a tentativa de suborno. O inquérito é datado de 17 de maio de 2012.


A peça cita pesquisa no Sistema Integrado de Tributação e Administração Fiscal da Secretaria de Fazenda do DF, onde constam oito imóveis em nome de familiares de Sombra e suas movimentações. Os bens teriam sido adquiridos a partir de novembro de 2009, justamente quando o escândalo estourou.


O inquérito foi arquivado pela 1ª Vara Criminal de Brasília. Na visão do MPDF, trata-se de mais uma manobra do ex-governador para evitar uma possível condenação, que pode levá-lo à cadeia novamente. Arruda responde, entre outros crimes, por improbidade administrativa, corrupção e formação de quadrilha.


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Nos últimos meses intensificaram-se as audiências relativas à Caixa de Pandora no Tribunal de Justiça do DF (TJDF).

A expectativa é de que os julgamentos sejam concluídos ainda em 2016, após sete anos desde que a operação foi deflagrada para investigar um esquema de pagamento de propina a deputados distritais, envolvendo empresas prestadoras de serviços e integrantes do alto escalão do GDF.


Uma das imagens mais marcantes da Caixa de Pandora foi a que Arruda aparece recebendo um pacote de dinheiro das mãos de Durval Barbora, que revelou ao MP ser o distribuidor da propina.

 

Além do ex-governador, deputados distritais à época também foram flagrados em vídeos entregues por Durval aos promotores de Justiça. E, agora, aguardam o desfecho do caso.

O jornalista Edson Sombra disse que só se manifestará sobre o assunto nos órgãos competentes.(Por:Carlos Carone,Lilian Tahan,Maria Eugênia)

 

Fonte: *Metropole - Clipping

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