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OPERAÇÃO MISTER HYDE: 50 pessoas estariam envolvidas em falcatruas de R$ 30 milhões

Os crimes desvendados pela Operação Mister Hyde são daqueles que testam o equilíbrio do cidadão.

 

A Máfia das Próteses, como ficou conhecida a organização responsável por movimentar cerca de R$ 30 milhões em falcatruas cometidas com cirurgias desnecessárias e substituição de equipamentos, revela, com extrema clareza, do que o ser humano é capaz.


 Diferentemente da corrupção exercida a partir de conchavos políticos, os médicos-monstros envolvidos no esquema articularam e planejaram minuciosamente uma rede de fraudes direcionadas a lesar pacientes, ou seja, pessoas em busca da cura para dores que as impedem de viver com plenitude.

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A investigação realizada em parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal reúne indícios de que pelo menos 50 profissionais, entre neurocirurgiões, ortopedistas e cirurgiões buco-maxilo-faciais, estejam envolvidos na bandidagem disfarçada de jalecos brancos.


É no mínimo revoltante que especialistas diplomados juraram praticar a medicina com honestidade, mas se tornaram sanguessugas com atribuições bem específicas dentro de uma organização criminosa.

 

A fraude envolve, ainda, hospitais famosos e conceituados da capital federal. Instituições que, até então, muitos brasilienses agradeciam pelo atendimento de excelência.

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Agora na segunda fase, a Operação Mister Hyde, deflagrada na última quinta-feira, ampliou o leque e aprofundou a apuração. Foi adiantada da previsão inicial a fim de preservar provas, que, segundo os investigadores, eram destruídas pelos acusados.

 

Um detalhe na ação surpreendeu policiais e promotores. O hospital do Lago Sul que concentrou o cumprimento de mandados de busca e apreensão escondia um espaço que deveria ser usado apenas como consultório. Na prática, o ambiente servia como sala de cirurgia "clandestina", termo usado pelas autoridades envolvidas na investigação.

 

A falta de limites dos principais suspeitos no esquema coloca em xeque a especialidade médica no Distrito Federal.

Daqui para a frente, quem se submeterá a uma cirurgia de próteses e órteses sem desconfianças? Se as acusações respingam em donos de hospitais, funcionários, empresários e planos de saúde (muitos desses últimos como vítimas), que garantia sobra ao paciente? É justamente quem gasta dinheiro e sofre com a falta de escrúpulos. E, no fim das contas, a ele só resta a revolta. Que a indignação, então, se transforme em punição.(*Por: Guilherme Goulart)

 

Fonte: *Via CB Clipping

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