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GREVE NA SAÚDE: Técnicos e auxiliares da rede pública fazem paralisação por gratificação

Categorias aguardam desde 2013 incorporação de benefício ao salário. Paralisação afeta cirurgias marcadas e serviços ambulatoriais.

Técnicos e auxiliares das áreas de enfermagem e radiologia entraram em greve nesta segunda-feira (24) para cobrar do governo do Distrito Federal a incorporação ao salário de uma gratificação negociada na gestão do ex-governador Agnelo Queiroz, em 2013.

 

Segundo os sindicatos que representam as categorias, a paralisação afeta a preparação de pacientes para cirurgias, marcação de consultas e serviços ambulatoriais. 

De acordo com os profissionais, a gratificação chega a representar até 55% do que eles recebem. Os salários iniciais para técnicos e auxiliares de enfermagem e radiologia variam entre R$ 1,8 mil e R$ 3,6 mil. Ao todo, há 15 mil na Secretaria de Saúde. O número representa quase metade da força de trabalho – 32 mil.


O presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF), Jorge Viana, afirma que as categorias são as únicas a ainda não terem tido o benefício incorporado. "Nosso caso é diferente das outras categorias e dos outros sindicatos, que reivindicam reajuste salarial. Nós pedimos uma incorporação de uma gratificação que (gratificação de atividade técnico-administrativa) foi feita há anos. Há anos estamos no prejuízo por não termos sido contemplados."

Servidores do Hospital de Base protestam contra sucateamento na saúde pública do DF (Foto: Alexandre Bastos/G1)Servidores do Hospital de Base protestam contra sucateamento na saúde pública
Mais paralisações

Servidores do Hospital de Base colaram cartazes na entrada do prédio nesta segunda para protestar contra o suposto sucateamento da saúde e pedir o impeachment do governador Rodrigo Rollemberg. Eles também criticam a nova suspensão da última parcela do reajuste salarial, concedida em três etapas na gestão Agnelo.


“Queremos causar o choque, mas nosso adversário hoje é o GDF. O governo não paga o reajuste, mas também não compra trajeto para o laboratório. Aí sobra para o técnico de raio-X determinar  o que é emergência”, afirma o diretor do Sindicato dos Servidores em Estabelecimentos de Saúde Rodrigo Conde.

Servidora da Saúde coloca cartaz durante protesto no Hospital de Base de Brasília (Foto: Alexandre Bastos/G1)Servidora da Saúde coloca cartaz durante protesto no Hospital de Base de Brasília

No início do ano, a entidade entrou com uma ação na Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal contra o GDF para garantir o pagamento dos reajustes salariais, previsto para outubro de 2015. A medida foi cancelada no ano passado sob a alegação de déficit orçamentário, com o combinado de valer neste ano. No último dia 14, Rollemberg disse não ter condições de conceder os aumentos.

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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