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"OCUPA E RESISTE!": Já são 7 escolas sem aulas por ocupação de estudantes insatisfeitos

PROEDUC RECOMENDOU A ABERTURA IMEDIATA DE NEGOCIAÇÃO PACÍFICA COM OS ESTUDANTES

Aumentou para sete o número de escolas da rede pública ocupadas por estudantes na Grande Brasília.

 

Os alunos protestam contra a medida provisória que trata da reforma do Ensino Médio e também contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que impõe limites ao teto de gastos públicos pelos próximos 20 anos.

A medida foi aprovada esta semana na Câmara dos Deputados e agora segue para votação no Senado Federal.

O movimento, que começou com quatro escolas ocupadas – o Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia, Centro Educacional 01 de Planaltina, Centro Educacional Gisno e o Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso) -, agora conta com o apoio de alunos do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, Centro de Ensino Médio 111 do Recanto das Emas e do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte (CEMTN).

Pelo menos oito unidades de institutos federais da capital também fazem ocupações contra as medidas.


Direitos feridos

Alunos de Elefante Branco, na Asa Sul, aderiram ao movimento.

 

 

No Centro de Ensino Médio Elefante Branco (Cemeb), na Asa Sul, a ocupação teve início na terça-feira última.

O aluno Marcelo Acácio, 17 anos, pondera que a forma como vem sendo conduzida a PEC 241 fere todos os direitos dos estudantes. Para ele, houve desrespeito do governo para com a sociedade em geral.


“Esperamos que seja barrada a PEC 241 e vamos continuar resistindo com as ocupações no colégio, mesmo que ela passe no Senado. O governo não ofereceu diálogo com a sociedade, então temos que resistir e ocupar sim”, disse.


Resultado de imagem para secretaria de educaçao dfA Secretaria de Educação do GDF informou, por meio de nota, que o órgão tem mantido constante diálogo com os estudantes, buscando a desocupação das escolas de maneira pacífica, e tentando garantir que as aulas ocorram normalmente, sem que haja prejuízo dos conteúdos ofertados. Essa, aliás, é a recomendação do Ministério Público.

O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, assegura que nenhuma discussão sobre o ensino médio ocorrerá sem a participação ativa da classe estudantil durante o processo.

A estudante Angela Costa, 18 anos, considera o ocupação como uma oportunidade de mudar a educação no Brasil.


Incentivo dos professores

“Os professores entendem que essa luta é nossa, eles estão do nosso lado e nos incentivam a continuar. Agora pretendemos incentivar outros estudantes, promovendo debates dentro da escola e nas redes sociais. Se for possível, vamos ocupar as ruas também”, disse a estudante Angela Costa.


Resultado de imagem para sinpro dfO Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) confirma o apoio ao crescimento das ocupações e diz entender a legitimidade do movimento. Em nota, o sindicato afirma que a pauta dos alunos precisa ser debatida e os estudantes não devem aceitar a retirada de direitos que ocasionem em retrocesso na educação.


Reforma do Ensino Médio:Resultado de imagem para escolas ocupadas df
Estabelece que os currículos sejam organizados por áreas do conhecimento para priorizar a interdisciplinaridade e a aplicação dos conhecimentos em outras áreas com flexibilização do conteúdo. Outra medida prevista é que, nos próximos dez anos, 50% dos matriculados cumpram jornada escolar em tempo integral.


PEC 241:
Estabelece que as despesas da União, incluindo Saúde e Educação, só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. Pela proposta, a regra valerá pelos próximos 20 anos, mas, a partir do décimo ano, o presidente da República poderá propor uma nova base de cálculo ao Congresso. Ou seja, se entrar em vigor em 2017, o orçamento disponível para gastos será o mesmo de 2016, somado apenas à inflação do ano. Se aprovado no segundo turno da Câmara dos Deputados, o texto segue ao Senado.

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Fonte: *Via JBr - Clipping

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