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BICHOS PEÇONHENTOS: Risco de escorpiões aumenta em períodos de chuva em vários locais de Brasília

Só neste ano, a Diretoria de Vigilância Ambiental atendeu a 597 chamados para captura do aracnídeo. População deve organizar barreiras físicas, como telas e redes, para evitar a entrada de animais peçonhentos em casa

Caso alguém encontre um animal peçonhento, deverá contatar a Vigilância Ambiental pelo número da Ouvidoria da Saúde: 160

"É comum que façam reforma em apartamentos e guardem entulhos em alguns quartinhos do prédio. Esses locais são atrativos para escorpiões" - Israel Martins, biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental

No período das chuvas, o habitat natural de escorpiões é inundado, e esses aracnídeos procuram locais para se abrigar. Eles se instalam em tubulações de redes de esgoto, nos entulhos e em materiais de construção. Podem também entrar nas casas, onde ficam alojados em tomadas sem uso, em peças de roupa, dentro de sapatos, em quintais e em espaços escuros e reservados.

Equipe da Diretoria de Vigilância Ambiental, da secretaria de Saúde, faz inspeção na Asa Norte.
Equipe da Diretoria de Vigilância Ambiental, da secretaria de Saúde, faz inspeção na Asa Norte.

De acordo com o último levantamento, feito em 20 de julho pela Secretaria de Saúde, 382 pessoas procuraram atendimento médico em Brasília devido a acidentes com escorpiões. Durante todo o ano de 2015, a rede pública recebeu 562 notificações de picada do bicho, contra 524 no ano anterior.

No balanço deste ano, a Diretoria de Vigilância Ambiental, atendeu 597 chamados de captura do aracnídeo em Brasília até 20 de julho. A região administrativa com maior número de chamados foi o Plano Piloto, com 132 ocorrências, seguida de Taguatinga (87) e Sobradinho (48). Nos anos anteriores foram notificadas 970 ligações em 2015 e 1.260 em 2014.


No entanto, o número de chamados não corresponde ao de animais capturados, visto que nem sempre é encontrado um desses exemplares no momento da inspeção.

Em caso de picadas, o socorro deve ser imediato

Caso uma pessoa seja picada, o socorro deve ser no máximo em uma hora. É comum sentir dor e formigamento no local da ferida. Crianças e idosos são considerados pela Secretaria de Saúde mais vulneráveis aos ataques.

O biólogo Israel Martins, da Diretoria de Vigilância Ambiental, explica que, na infância, o sistema imunológico ainda está em formação. “Existe também uma relação do veneno dentro do corpo com o peso da pessoa atingida.” Os idosos são mais suscetíveis por causa do sistema imunológico mais debilitado.

O paciente deverá procurar atendimento emergencial em clínica médica nos hospitais da rede pública. No DF, somente o Hospital de Base não está apto a receber vítimas de picada de escorpião.

Cuidados dentro de casa

Para evitar que o animal entre em casa, o morador deve aumentar as barreiras físicas da residência, como colocar telas, tapar ralos e consertar redes de energia que possam servir de esconderijo para o animal.


Martins ressalta que a população deve tomar cuidados com frestas e jardins, além de ficar atenta a atitudes indevidas da vizinhança. “É comum que façam reforma em apartamentos e que guardem entulhos em alguns quartinhos do prédio. Esses locais são atrativos para escorpiões.”

Nesse caso, o biólogo recomenda cobrar providências do síndico do condomínio. Reforça também que a pessoa não tente pegar o animal, mas, se o fizer, que esteja equipado com botas, luvas grossas e calças compridas. Por fim, deve colocar o inseto em um frasco de vidro para que não escape.

Segundo Martins, é preciso tomar cuidado com possíveis criadouros. Um casal de escorpiões gera 20 filhotes a cada três meses. Para chegar ao ciclo reprodutivo, esse aracnídeo demora cerca de seis meses.

Caso alguém encontre algum animal peçonhento, deverá contatar a Vigilância Ambiental pelo número da Ouvidoria da Saúde: 160.

Animais capturados vivos são encaminhados ao Butantan

Nesta estação chuvosa, é mais comum o surgimento de escorpiões nas áreas urbanas. No entanto, cobras e aranhas também costumam aparecer e as precauções devem ser as mesmas.

Quando a Vigilância Ambiental captura o animal peçonhento vivo, encaminha-o para o Instituto Butantan, onde o veneno é removido e transformado em soro. Os exemplares que morrem antes desse processo são incinerados.

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