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CRISE HÍDRICA: Adasa anuncia hoje detalhes sobre racionamento de água no Distrito Federal

Nesta segunda (7/11), o nível do reservatório do Descoberto, principal da capital do país, chegou ao percentual de 20,68%

Com a redução das chuvas no mês de outubro e a baixa adesão às campanhas para economizar água, os reservatórios do DF continuam perdendo volume, agravando a crise hídrica. Nesta segunda-feira, (7/11), o nível do Rio Descoberto, responsável por 60% do abastecimento local, chegou ao percentual de 20,68% da capacidade máxima.

O de Santa Maria, que fornece 20% da água para a região, esteve próximo dos 41% de seu volume total (veja abaixo). Os detalhes do racionamento serão anunciados na tarde de hoje pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa).

Tony Winston/Agência Brasília

O regime de restrição prevê, entre outras coisas, a suspensão do abastecimento por até um dia. O corte será revezado entre as cidades-satélites da Grande Brasília e o Plano Piloto. A captação de água no Descoberto ficará inviável se o nível da água descer em mais apenas um metro.


Uma resolução será publicada no Diário Oficial do DF (DODF) declarando o estado de restrição de uso dos recursos hídricos e estabelecendo o regime de racionamento do serviço de abastecimento d’água nas áreas atendidas pelos reservatórios. Essas duas fontes respondem pelo fornecimento de 88,79% do total da água tratada no Distrito Federal.

Confira o último balanço dos reservatórios: 

Reprodução/Adasa

O monitoramento desses dois reservatórios, feito pela Adasa, mostra que a situação nos últimos dias havia melhorado, mas, com a volta do calor, os índices tornaram a cair. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em outubro choveu 50% a menos do que o esperado na capital federal. Foram 83,7 milímetros, quando a média para o período era de 166,6 mm.

 

Diferença no bolso
Diante da crise, desde o início de novembro, a conta de água ficou 20% mais cara para os moradores da capital, quando o nível do Descoberto atingiu 25%. A  tarifa de contingência estabelecida pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) está sendo aplicada para quem consome água acima do limite estipulado.

A Caesb informa que, no momento, nenhuma região administrativa está com o serviço de abastecimento suspenso, emergencialmente, devido à seca. O órgão solicita aos moradores que façam uso racional da água de forma a ajudar na recuperação plena e equilibrada do sistema.

A última medição registrada pela Caesb aponta um consumo, no mês de agosto, de 16,24 milhões de m³ em todo o DF. Em setembro, o valor medido caiu para 15,58 milhões de m³. Isso significa uma redução em torno de 4% entre os dois meses. A próxima comparação, entre setembro e outubro, deve ser divulgada nesta semana.

Tony Winston/Agência Brasília

Obras para captação, tratamento e distribuição de água no Bananal começaram na sexta-feira (4)

 

Represa do Bananal
Para aumentar o nível da água, o Governo do DF tenta apressar algumas obras. Na sexta-feira (4), trabalhadores e máquinas começaram a construção do subsistema do Bananal, próximo ao Parque Nacional de Brasília. Após 16 anos, essa é a primeira grande intervenção para melhorar o abastecimento no DF. A última barragem construída foi na Bacia do Pipiripau.

A novidade vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 20 milhões e deve ficar pronta em um ano. O Bananal levará água para moradores do Plano Piloto, do Cruzeiro e do Lago Norte — 170 mil ao todo. Com capacidade de vazão de 726 litros por segundo, a bacia desafogará o reservatório de Santa Maria, responsável pelo abastecimento dessas três regiões administrativas.

Corumbá IV e o Lago Paranoá são outras fonte de água previstas para o DF, mas ainda são projetos que vão demorar a virar realidade. No primeiro, as obras estão suspensas. No segundo, nem foram licitadas.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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