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DIABETES: Rede pública da Grande Brasília tem estoque zerado de dois tipos de insulina

Secretaria atribui falta de material a atraso do Ministério da Saúde. Fita para medir glicose deve voltar a ser distribuída nesta semana.

O Governo do Distrito Federal tem estoque zerado de insulina regular e NPH na rede pública de saúde. Os dois tipos são os mais comuns do produto – usados pela maioria das 70 mil pessoas atendidas com diabetes na região metropolitana.

A insulina ajuda no controle da glicose e pode evitar complicações como cegueira e trombose. Pacientes afirmam estar "improvisando" para manter o tratamento.


Segundo a Secretaria de Saúde, o material é adquirido pelo Ministério da Saúde e distribuído aos estados e ao DF pelo governo federal. O ministério não informou o motivo do atraso até a publicação desta reportagem.

Outros três tipos ofertados na rede pública, a insulina Glargina, Detemir e Ultrarrápida, têm estoque regular suficiente para garantir seis meses de tratamento aos pacientes, informou a secretaria.



Na rotina de quem tem diabetes, é preciso também monitorar com medidores de glicose o nível de açúcar no sangue de forma constante. A fita reagente onde o sangue é aplicado para ser medido pelo aparelho é oferecido pela rede pública, mas estava em falta até esta segunda (21).
Diabetes (Foto: HR/Divulgação)

O analista de projetos Igor Sossai afirma que a falta de material tem efeito no bolso. “São R$ 80 mensais para comprar minha insulina. Agora são as fitas reagentes que estão em falta. Cada caixa custa R$ 100. Uso duas por mês. Por aí a gente tira quanto custa sobreviver”, afirmou.


Para economizar, a servidora pública do Senado Marisa Casanova disse que só faz quatro medições – duas a menos do que o recomendado por médicos. “Isso prejudica minha saúde porque se não tenho fitinha para medir, fica difícil de controlar a doença”, lamentou. A moradora de Águas Claras, que descobriu ser portadora de diabetes tipo 1 em março, calcula um gasto de pelo menos R$ 400 por mês na compra das fitas.

Questionada, a Secretaria de Saúde afirma que uma nova remessa de fitas foi entregue pelos fornecedores na última quinta (17). A estimativa da pasta é de que o fornecimento seja regularizado nesta segunda (21). O valor da compra, no entanto, não foi informado.


Segundo a Secretaria de Saúde, o material é adquirido pelo Ministério da Saúde e distribuído aos estados e ao DF pelo governo federal. O ministério não informou o motivo do atraso até a publicação desta reportagem.

Outros três tipos ofertados na rede pública, a insulina Glargina, Detemir e Ultrarrápida, têm estoque regular suficiente para garantir seis meses de tratamento aos pacientes, informou a secretaria.



Na rotina de quem tem diabetes, é preciso também monitorar com medidores de glicose o nível de açúcar no sangue de forma constante. A fita reagente onde o sangue é aplicado para ser medido pelo aparelho é oferecido pela rede pública, mas estava em falta até esta segunda (21).

O analista de projetos Igor Sossai afirma que a falta de material tem efeito no bolso. “São R$ 80 mensais para comprar minha insulina. Agora são as fitas reagentes que estão em falta. Cada caixa custa R$ 100. Uso duas por mês. Por aí a gente tira quanto custa sobreviver”, afirmou.


Para economizar, a servidora pública do Senado Marisa Casanova disse que só faz quatro medições – duas a menos do que o recomendado por médicos. “Isso prejudica minha saúde porque se não tenho fitinha para medir, fica difícil de controlar a doença”, lamentou. A moradora de Águas Claras, que descobriu ser portadora de diabetes tipo 1 em março, calcula um gasto de pelo menos R$ 400 por mês na compra das fitas.

Questionada, a Secretaria de Saúde afirma que uma nova remessa de fitas foi entregue pelos fornecedores na última quinta (17). A estimativa da pasta é de que o fornecimento seja regularizado nesta segunda (21). O valor da compra, no entanto, não foi informado.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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