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ARACNÍDEO:Registros de ataques de escorpião crescem 27 por cento na Grande Brasília

Dado pode ter relação com lixo, restos de obra e desmatamento, diz Saúde. Pasta informou ter estoques baixos do soro usado para combater veneno.

O número de ataques de escorpião cresceu 27% no Distrito Federal em relação ao ano passado. Foram 714 casos até o dia 9 de novembro de 2016, contra 562 em todo o ano passado. Paralelamente, a Secretaria de Saúde informou ter estoques baixos do soro usado para combater o veneno do aracnídeo.

A medicação é repassada pelo governo federal, que vem encontrado dificuldades para aquisição.

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Para a pasta, o aumento no número de casos pode ter relação com o acúmulo de lixo, restos de construção e desmatamento. A secretaria explicou que, por causa dos baixos estoques, tem priorizado enviar o soro a hospitais das cidades-satélites que fazem mais atendimento de acidentes do tipo – como Asa Norte Planaltina, Brazlândia, Ceilândia, Guará e Gama.


Um bloco na 713 Norte entrou em alerta por causa da presença de escorpiões. Crianças costumam brincar nas áreas comuns, onde vários aracnídeos foram encontrados nas últimas semanas. Um vídeo mostra o porteiro tentando capturar um animal do tipo.


Moradora do Cruzeiro, Irene Fernandes de Lima, de 75 anos, conta ter sido picada no banheiro à noite. “Sem acender a luz, viu alguma coisa no chão e, quando foi pegar, o bicho atacou. Ela matou o escorpião antes de ir para o hospital.

“É uma dor muito forte, não sei nem explicar. Dói muito. e o medo, né? muito medo de morrer, né?”, afirmou.

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A bancária Fabiana Maria Viana foi picada quando pegava uma calça jeans no varal. O escorpião estava na roupa. “É uma dor muito forte no braço. A gente fica assustada, você tem criança, e a criança com certeza é o alvo mais fácil do escorpião.”

O comerciário Edson Meneses conta que capturou escorpiões na sala e no quarto do apartamento recém-reformado. “Depois de fazer várias proteções, colocar telas na janela e aparecer dois? Aí realmente assustou.”


Biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental, Israel Martins disse que o ideal é criar “barreiras” para os animais. “[Recomendamos] instalar rodos de vedação nas portas, telas nos ralos e janelas e ter um cuidado especial com a parte elétrica das casas, as tomadas, ajuda bastante, porque o escorpião ocupa esses ambientes de tubulação de uma casa e apartamento.”


Como agir
A farmacêutica do Centro de Informações Toxicológicas do DF Sandra Márcia da Silva afirma que o escorpião ataca como um mecanismo de defesa. "O escorpião vai picar a partir do momento que você pressioná-lo. Você vai calçar um sapato e introduz o pé onde ele está, você vai pressioná-lo e a resposta dele é a picada", explica.

Segundo especialistas, uma boa forma de manter a casa livre de escorpiões é manter os ralos dos banheiros fechados. Se não houver um mecanismo próprio, pedaços de borracha ou plástico podem ser usados para vedar o buraco.


Na maior parte dos casos, o acidente é leve e os sintomas são apenas locais, como inchaço na área e formigamento. Nestas ocorrências, o paciente fica em observação no hospital e não precisa tomar o soro escorpiônico. Em alguns casos, no entanto, o veneno pode causar danos ao pulmão e alterar a frequência cardíaca.

Sandra explica que, em caso de acidente, o paciente deve lavar bem o local da picada e, se possível, aplicar uma compressa de gelo para aliviar a dor. Em seguida, é preciso se dirigir a uma unidade de saúde do DF – a exceção é o Hospital de Base, que não tem atendimento de clínica médica.

O Centro de Informações Toxicológicas também oferece esclarecimentos por telefone. O número é 0800-644-6774.

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Fonte: *Via G1/Clipping

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