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ABAIXO DO ESPERADO: Eram aguardadas entre 20 mil e 25 mil no protesto da Esplanada


O protesto contra a corrupção e a favor da Lava Jato, que deve ocorrer em 200 cidades brasileiras, reuniu 5 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios neste domingo (4/12).

 

O público foi estimado pela Polícia Militar por volta das 11h15. Os organizadores falam em 10 mil. Mas uma chuva forte dispersou parte dos manifestantes por volta do meio-dia. Às 12h15, eles decretaram o fim do ato.


Ou seja, a manifestação durou pouco mais de duas horas e reuniu menos gente que o esperado – entre 20 mil e 25 mil pessoas. Quem foi ao local teve de passar por um rigoroso esquema de segurança. A PM montou dois bloqueios para revistar as pessoas na Via S1. O primeiro na altura da Rodoviária do Plano Piloto e o segundo próximo da Catedral de Brasília.

O coronel da PM Marcos Antônio Nunes garante que todas as pessoas foram revistadas. De acordo com ele, alguns bastões de madeira foram apreendidos.

 


Para evitar atos de vandalismo, como os registrados na quarta-feira (30,11), a Secretaria de Segurança montou um megaesquema, com 1,7 mil homens das forças de segurança. O trânsito no local foi fechado às 7h deste domingo (4). O bloqueio no tráfego foi feito na altura da Rodoviária, nos dois sentidos da via, que foi liberada por volta das 14h.

O protesto ocorreu de forma pacífica e reuniu famílias inteiras, que começaram a chegar por volta das 10h. A maioria foi vestida de verde e amarelo. Segundo a Secretaria de Segurança, nenhuma ocorrência foi registrada na Esplanada dos Ministérios.

Os manifestantes fizeram um ato simbólico que chamou bastante a atenção. Eles colocaram ratos desenhados em cartolinas no espelho d’água em frente ao Congresso Nacional para protestar contra políticos corruptos.

Durante o ato, eles gritaram palavras de ordem contra deputados e senadores e cantaram o Hino Nacional. Muitos cartazes também demonstravam apoio ao juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato.

Vestida com a camisa do Brasil e segurando uma faixa que pede a aprovação das 10 Medidas de Combate à corrupção, a professora Adelaide Batista, 53 anos, chegou a Esplanada por volta das 11h. “Nós pedimos a saída do Renan Calheiros (presidente do Senado). Somos todos Moro. O nosso protesto é pelo Brasil. Não vamos desistir dessa causa”, disse.

A maioria das pessoas portava faixas contra Renan Calheiros e frases como  “Fora Corrupção”, “A Lava Jato não será sabotada”, “Fim do foro privilegiado” e “Pressa do julgamento de políticos no STF”.

O servidor público Gustavo Moureira, 45 anos, foi ao local com as filhas Mariana, 15 anos, e Daniela, 13. “Temos que participar da vida política do nosso país. Vamos lutar pelo Brasil. Queremos o fim do foro privilegiado”.

Pelo país
Manifestações estão ocorrendo neste domingo em outros pontos do país, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Belém. Em São Paulo, a concentração na Avenida Paulista será a partir das 14h.

Em Copacabana, os organizadores estimaram um público de 600 mil pessoas. Os atos pelo país causaram repercussão entre os políticos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota em que afirma que os protestos são legítimos e que devem ser respeitados.

Já o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que é relator do projeto de lei sobre abuso de autoridade no Senado, criticou as manifestações. Requião, no Twitter, afirmou que nos protestos estão presentes “movimentos de mentecaptos manipuláveis”. (Com informações da Agência Estado)

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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