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CAOS INTERMINÁVEL: Sem dinheiro para ar-condicionado novo para UTI, hospital de Sobradinho pede doação

Aparelho da ala neonatal quebrou há mais de um mês. Unidade ganhou equipamento comum, que não é o ideal para o espaço

Famílias de bebês internados na UTI neonatal do Hospital Regional de Sobradinho reclamam do ar-condicionado do local, que está quebrado há mais de um mês.

 

Elas relatam que a situação piora o quadro das crianças.

Em nota, a Secretaria de Saúde diz que ganhou um equipamento e que vai utilizá-lo a partir da semana que vem, até que o outro seja consertado. O prazo para manutenção não foi informado.

 

O estoquista Mateus Henrique conta que a filha nasceu prematura e está há dois meses no local. Além de ter complicações por causa do baixo peso, ela adquiriu uma infecção respiratória. Para a família, o problema tem a ver com a falha no ar condicionado.

 

"A gente fica preocupado, porque realmente é impossível ficar muito tempo. A gente entra e com cinco minutos já está suando", relata.

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Situação semelhante é relatada pelo motorista Petrônio Saldanha, que conta que a filha de três meses está internada desde o terceiro dia de vida. Ele fez um vídeo dentro do hospital.

 

A imagem mostra que, mesmo com o avisado para manter as portas fechadas, todos os acessos da UTI neonatal ficam abertos para facilitar a ventilação.

 

"A gente não sabe o que fazer, a quem recorrer. Não sou só eu, tem vários pais e várias mães preocupados com essa situação", conta.

 

Os pais procuraram a administração do Hospital Regional de Sobradinho e contam ter ouvido que a unidade de saúde não tem R$ 36 mil para fazer o conserto. Por isso, foi pedida a doação de aparelhos comuns a empresários. A direção reconhece que eles não são ideais para UTI, mas diz que ao menos ajudam a diminuir o calor.

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Imagens feitas pela TV Globo mostram que o ar-condicionado quebrado até funciona, mas não consegue resfriar o ambiente. A dona de casa Chalena Barbosa da Silva conta que, diante disso, nesse tempo chuvoso e abafado, tem sido sufocante passar os dias na UTI neonatal junto da filha Lauanny.

 

"As crianças sofrem, a gente sofre, todo mundo sofre. Ninguém consegue trabalhar naquele ambiente, parece uma sauna", afirma a mulher.

 

O principal receio dos familiares é que os pequenos contraiam uma infecção, o que seria uma complicação a mais para crianças que já estão em situação crítica.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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