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NOVO ATERRO: Local em Samambaia para substituir Lixão da Estrutural recebe licença e deve ser aberto em janeiro

Ibram liberou autorização nesta segunda. Multas ao SLU por manter lixão aberto chegam a R$ 24 milhões; valor gasto nas obras do aterro é R$ 27 milhões.

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) liberou nesta segunda-feira (12) a licença de operação do Aterro Sanitário Oeste, que deve substituir o Lixão da Estrutural – o maior a céu aberto da América Latina.

 

Com isso, o SLU, companhia responsável pela limpeza da Grande Brasília, estima que o aterro comece a funcionar a partir da terceira semana de janeiro.


Ao G1, a diretora-geral do SLU, Kátia Campos, a previsão é de que em até um ano e meio o novo espaço só receba entulhos de construção civil. Até lá, o lixão segue em aberto. Segundo ela, a abertura do aterro não será imediata porque o órgão ainda está em fase de diálogo com os catadores da Estrutural. O novo destino para o lixo do DF fica na DF-180, próximo a Samambaia.

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“O funcionamento não começa de pronto. Ainda [será] em um processo de transição do antigo lixão para o Aterro Sanitário [Oeste], onde não poderão entrar catadores nem garis. Só vão acessar o motorista e o caminhão de lixo. O que o governo está fazendo é ampliar a discussão com os catadores, porque até dia 13 vamos cadastrar 900 para receber a Bolsa Cidadania Ambiental”, disse.


Em contrapartida à bolsa, de R$ 300, eles se comprometem a fazer cursos de capacitação e prestar serviços na área de educação ambiental.

“Além dessa bolsa, o governo também contratou quatro cooperativas de catadores para fazer coleta seletiva em Samambaia, Santa Maria, Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Brazlândia. Ou seja, o poder público está incorporando os catadores como prestadores de serviço, contratando-os.”

Operários instalam mantas que evitam contaminação do solo no Aterro Oeste, em Samambaia (Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília) Operários instalam mantas que evitam contaminação do solo no Aterro Oeste, em Samambaia (Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília)

Operários instalam mantas que evitam contaminação do solo no Aterro Oeste, em Samambaia


Em 2017, a previsão é de que 1,5 mil catadores possam receber o benefício, que só deve ser liberado a quem comprovar baixa renda e estar listado no Cadastro Único do governo, entre outros critérios. Segundo a diretora, os catadores não ficarão desempregados com a mudança.

 

Inicialmente, moradores de áreas próximas ao aterro rejeitaram a construção do espaço. Durante as audiências públicas, a comunidade reivindicou "compensações" como a construção de um centro de saúde, de esgotamento sanitário e a conclusão de obras do terminal rodoviário de Samambaia.

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A primeira cobrança para que o aterro fosse construído é de 1981.

De acordo com a diretora, as multas ao SLU por manter o lixão chegam a R$ 24 milhões – quase o mesmo valor gasto para implementar o aterro, R$ 27 milhões.

 

“Vamos tentar negociar essa multa para uso de interesse da limpeza urbana do DF porque esse dinheiro vai sair do bolso dos contribuintes”, continuou.

O fechamento do lixão é determinado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

O novo aterro tem ao todo 76 hectares e tem previsão de vida útil de pelo menos 13 anos, com capacidade para receber 8,1 milhões de toneladas de rejeitos. “Agora, das 2,7 mil toneladas de lixo coletado, vamos direcionar ao aterro 900 toneladas daquilo que é rejeito e não poderá mais ser reciclado”, disse Kátia.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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