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LAGO PARANOA: Após um mês, Adasa ainda não sabe o que contaminou as aguas com "cianobacterias"

Laudos não foram emitidos por laboratório de Goiânia. Enquanto isso, em plenas férias, área continua restrita para banhistas e pescadores

Mais de um mês depois da contaminação do Lago Paranoá por cianobactérias, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) ainda não sabe o que causou o problema.

 

A única certeza é de que, neste período de férias, até segunda ordem, parte do espelho d’água continuará restrita a banhistas e pescadores.


A Adasa enviou amostras de água da região contaminada para análise em um laboratório de Goiânia (GO) e garantiu que o resultado sairia no começo de dezembro. Porém, até agora, não há nenhum posicionamento sobre quando os laudos sairão.


 

Questionada pela reportagem do Metrópoles, a Adasa disse apenas, em nota, que “os resultados ainda não foram entregues, mas, tão logo isso aconteça, a assessoria de imprensa emitirá uma nota informativa a respeito do assunto”.


Sem saber o que causou a contaminação, a agência recomenda que a população evite o banho e a pesca na parte atingida do Lago. A infestação de cianobactérias está concentrada na região Sul do reservatório, que vai da foz do Riacho Fundo ao Pontão do Lago Sul. Além da morte de peixes, o problema causou uma mudança na cor da água, que passou a ser de um verde intenso.


Na manhã desta segunda-feira (19/12), a reportagem percorreu a área atingida pelas cianobactérias e constatou que o verde já desapareceu. Apesar disso, sem o resultado dos exames, não é possível afirmar que a contaminação não exista mais, assim como garantir que pescar e nadar no local sejam práticas seguras.

 

Risco
De acordo com a ambientalista Mônica Veríssimo, a situação das cianobactérias é preocupante. “As ocupações irregulares e, consequentemente, o crescimento desordenado contribuíram para o processo de carreamento de partículas, que se acumularam no lago”, explicou.


Ainda segundo Mônica, essa não é a primeira vez que o problema ocorre. “A água é o reflexo da maneira de como utilizamos o solo. Estamos com a capacidade máxima de atividades urbanas dentro da Bacia do Paranoá. Se olharmos o mapa, veremos que o braço Sul, onde estão os ribeirões do Gama e Riacho Fundo, é o pior. Ele tem várias ligações clandestinas dentro das galerias de águas pluviais”.

Para Guilherme Scartezine, do Movimento dos Amigos do Lago Paranoá, é preciso aumentar o monitoramento nos quatro grandes fluentes — Riacho Fundo, Córrego do Gama, Torto e Bananal — e na Bacia do Paranoá como um todo. “Também é preciso investir em educação ambiental. Está faltando conscientização”, ressalta.

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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