compartilhar

ESTOQUE BAIXO: Só 30 por cento dos brasilienses doam sangue; Hemocentro apela para os voluntários

Com as festas de fim de ano e o período de férias, as doações diminuem e a demanda aumenta

Eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Trânsito interrompido, manifestações, shows em série. Carnaval, festas de fim de ano e férias. Situações assim compõem uma equação de resultado sempre insatisfatório, pelo menos para os bancos de sangue: a necessidade aumenta e o volume diminui. Agosto de 2016, por exemplo, foi considerado crítico. O nível de coleta da Fundação Hemocentro de Brasília chegou a cair quase 20%. Apesar disso, nenhum paciente deixou de receber transfusão, devido ao estoque estratégico. Agora, a instituição volta a apelar aos voluntários para garantir o atendimento nesta época, quando aumentam os acidentes de trânsito e outros fatores de risco.

“Tivemos o período de Olimpíadas, em que as vias acabaram fechadas. Houve também momentos de paralisação de transporte coletivo. Toda e qualquer alteração urbana dificulta um pouco o acesso do doador e isso afeta o atendimento”, explica o médico e assessor de planejamento do Hemocentro, Rodolfo Duarte.
O especialista ressalta que, neste período do ano, é essencial que a população compareça para fazer doações. “Historicamente, nos meses de dezembro e janeiro ocorre uma baixa, em virtude do período de festas. E a demanda é muita, porque as pessoas estão expostas a riscos. Elas costumam pegar estradas, ir a clubes e a outros locais onde há mais acidentes e possíveis eventualidades. Diante disso, precisamos de um estoque estratégico para atender a população”, completa.

Apenas 3% da população do Distrito Federal, o equivalente a cerca de 58 mil pessoas, têm o costume de doar sangue. Apesar de considerado bom diante de outras unidades da Federação, o índice da cidade não acompanha o crescimento populacional e é insuficiente diante da necessidade exposta pelo Hemocentro. “A população local cresce a um ritmo de 2% anualmente e tivemos outro fenômeno, que foi a migração de pacientes da rede privada para a pública, o que aumentou nossa demanda”, observa o médico. Atualmente, a instituição tem a responsabilidade de abastecer os hospitais públicos e privados conveniados.
 

A coleta de sangue


O ato não leva mais de 10 minutos. O processo completo, que inclui consulta com médicos especializados, dura, em média, 50 minutos. “A triagem vai determinar se aquele voluntário está apto para doação. Além de doar, ela é submetida a exames, como de hepatite A e B, HIV, sífilis e outras doenças transmitidas pelo sangue”, ressalta Rodolfo Duarte. Uma pessoa adulta tem aproximadamente cinco litros de sangue no corpo e, a cada doação, são retirados, no máximo, 450ml, conteúdo de uma bolsa, que pode ajudar de quatro a sete pessoas.
 
 
Informe-se
Fundação Hemocentro de Brasília
Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 3, Bloco A, 1º andar
Funcionamento: de segunda-feira a sábado, de 7h às 18h.
Telefone: 160 (opção 2) ou 3327-4447 

 

COMENTÁRIOS