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"PRESENTE DE FINAL DE ANO": GDF anuncia aumento nas tarifas de ônibus e do Metrô

Tarifas de linhas circulares internas sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50; de ligação curta, de R$ 3 para R$ 3,50; e as de longa distância, integração e metrô, de R$ 4 para R$ 5

Usuários do transporte coletivo do Plano Piloto e cidades-satélites podem preparar o bolso.

 

A Secretaria de Mobilidade anunciou, na manhã desta sexta-feira (30), o aumento da tarifa para os ônibus e para o Metrô de Brasília.

 

A alegação do governo distrital para a medida é a melhoria no transporte público e pagamento de salário dos servidores públicos ao longo de 2017.

 

 

Passagens de ônibus e de metrô serão reajustadas na segunda-feira (2)

 

"O reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema e ajudar no reequilíbrio das contas do governo" - Fábio Damaceno, secretário de Mobilidade


Os preços das passagens de ônibus em Brasília vão aumentar na segunda-feira (2).

 

Sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50 as linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50 as de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5 as viagens de longa distância e integração e as de metrô.


De acordo com a Secretaria de Mobilidade, o reajuste é necessário para acompanhar a elevação de custos do sistema, manter as gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência e compensar os quase dez anos de congelamento das tarifas, enquanto outros índices cresciam (veja a arte abaixo, divulgada pelo GDF).


Em 2006, o salário mínimo era de R$ 350 contra R$ 937 (a partir de 1º de janeiro) — variação de 168%. Os vencimentos de motoristas e cobradores subiram 165%: de R$ 880 para R$ 2.333,45 e de R$ 460,40 para R$ 1.219,84, respectivamente. A inflação aumentou 90,91%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e o litro do óleo diesel foi reajustado em 77% — passou de R$ 1,70 para R$ 3.


Os aumentos nas passagens nesse período, já incluídos os anunciados nesta sexta-feira (30), são inferiores a todas essas porcentagens. As linhas circulares internas foram reajustadas em 66,67%, assim como as de viagens de longa distância, do metrô e da integração. Em cifras, isso significa passar de R$ 1,50 para R$ 2,50 para as circulares internas e de R$ 3 para R$ 5,00 para longa distância, metrô e integração. Nas de ligação curta, o reajuste foi de 40%: de R$ 2,50 para R$ 3,50.


 

O secretário de Mobilidade, Fábio Damaceno, enfatiza os aspectos social e financeiro da medida. “O reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema, não interferir na parte social, e ajudar no reequilíbrio das contas do governo, pois o subsídio é muito além do que temos disponibilidade de pagar”, explica.

Reajuste nas tarifas de transporte


Em setembro de 2015, o governo de Brasília fez o primeiro reajuste nas tarifas do transporte público em dez anos. A medida reduziu em 23% o complemento tarifário (diferença entre o preço real da passagem e o repassado ao usuário), quantia bancada pelos cofres públicos.

 

Ainda assim, o Estado gastou cerca de R$ 600 milhões em 2016 com o subsídio ao transporte público.


“É necessário reajustar para não estagnar o sistema, buscar um transporte melhor e trazer tecnologia”, complementa o secretário de Mobilidade.

 

A estimativa é reduzir, em 2017, cerca de R$ 180 milhões de gastos — R$ 125 milhões com as cinco empresas de ônibus de Brasíia; R$ 45 milhões com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF); e R$ 10 milhões com a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB).


Em 2014, o governo bancava 16,7% das passagens de transporte público no DF com gratuidades. Esse número subiu para 22% em 2015 e para 27,8% neste ano — valor repassado às empresas de ônibus que integram o sistema da Grande Brasília, à TCB, às cooperativas e ao Metrô. Em outubro e novembro, o porcentual chegou a 33%, enquanto a média nacional é de 15%.


No caso das empresas que operam as cinco bacias, o governo de Brasília subsidia 50% dos custos. Isso ocorre porque ainda há gastos com a tarifa técnica, e há diferença entre o preço real da passagem e o repassado à população.

 

VEJA NOTA DO

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


Para garantir que o transporte público continue funcionando sem prejuízos para a população, precisamos adotar uma medida difícil, mas necessária. As tarifas de ônibus e do metrô precisaram ser reajustadas e a mudança nos valores começa a valer a partir de segunda-feira (2). A prioridade neste momento é conseguir arcar com os custos para a manutenção do serviço e da gratuidade, que hoje corresponde a mais de 27% das passagens.


Entenda por que essa decisão é necessária:


Estamos cortando despesas ao máximo, mas só isso não garante o equilíbrio das contas. A contribuição precisa vir de todas as esferas! O congelamento do preço das passagens por 10 anos, a grave crise econômica nacional e o custo para manter a gratuidade a estudantes, idosos e pessoas com deficiência criaram a necessidade de readequar o preço do transporte. Os novos valores serão os seguintes: de R$ 2,25 para R$ 2,50; de R$ 3,00 para R$ 3,50 e de R$ 4,00 para R$ 5,00.


 

Em 2015, as passagens tiveram o primeiro reajuste desde 2006. Foram 10 anos sem aumentos, enquanto a inflação e os custos para manutenção dos serviços cresciam: de 2006 até hoje, os salários dos motoristas e cobradores subiram 165%, o preço do óleo diesel também teve acréscimo de 77% e a inflação aumentou mais de 90%. Por isso, mesmo com o ajuste das passagens em 2015, continuamos gastando muito para manter o transporte coletivo. Para se ter uma ideia, somente em 2016, R$ 600 milhões foram utilizados para pagar o subsídio ao transporte, que é a diferença entre o valor real da passagem e o que é cobrado da população. E, para manter as gratuidades (PLE e PNE). O Governo paga 50% dos gastos para o funcionamento do sistema de transporte coletivo.


Contamos com a compreensão de todos neste momento. 

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