compartilhar

QUEIMA DE ESTOQUES: Comerciantes reabrem portas com descontos de até 70 por cento

Grandes redes e pequenas lojas aderiram às promoções. Redução pode ser maior ainda se consumidor pagar o produto à vista

O consumidor brasiliense já sabe. Ano novo começa com liquidações.

 

Pequenas lojas e grandes redes se antecipam cada vez mais para queimar o estoque antigo e renovar as peças.

 

Com as vendas em baixa em função da crise econômica, o comércio abriu as portas no primeiro dia útil de 2017, nesta segunda-feira (2/1), com descontos de até 70% nos preços.

 

Para quem decidiu esperar as promoções e gastar o dinheiro do Natal, entretanto, a dica é ir com calma e manter a prudência.


Na rede de hipermercados Walmart, os produtos terão desconto de até 50% em departamentos como utilidades domésticas, eletroeletrônicos, moda, alimentos e limpeza.

 

A rede anunciou ainda condições especiais para itens de mostruário nas categorias de eletroeletrônicos, com parcelamento mais longo em cartões da companhia.

Felipe Menezes/Metrópoles

Nas Casas Bahia e no Pontofrio, administrados pela Via Varejo, os saldões terão prazos de pagamento esticados, em até 18 meses.


 

Nos hipermercados Extra, do Pão de Açúcar, terão descontos itens de bazar, têxtil e eletrodomésticos. No Carrefour, serão feitas promoções do tipo compre e ganhe, e clientes com o cartão da loja terão descontos adicionais. Entre as principais ofertas, estão eletrodomésticos e eletroeletrônicos em até 15 vezes.


Pequenos seguem
Os pequenos comerciantes também adotaram a estratégia das liquidações. Gerente de uma sapataria na Asa Sul, Joana Valadares explicou que em 2015 o estabelecimento passou a adotar a queima dos estoques assim que as festas de final de ano acabam. A redução no preço chega a 50% do preço da etiqueta. Sandálias rasteirinhas, por exemplo, estão saindo a R$ 69.


“Ainda tem gente com dinheiro. Por conta das grandes redes, muitos consumidores esperam passar o natal para comprar. A gente pegou carona na ideia e tem dado certo”, destaca. A expectativa é aumentar o faturamento em pelo menos 10%.


O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio-DF), Adelmir Santana, confirma a tendência de antecipar as promoções.


"Neste momento de crise, as liquidações têm começado muito mais cedo do que antes. Mesmo antes do Natal, algumas empresas davam desconto para conseguir capital de giro, já que as vendas estavam extremamente reduzidas" - Adelmir Santana

“Com a liberação do FGTS, talvez as pessoas comprem um pouco mais”, aposta. O uso do Fundo de Garantia para pagamento de dívidas foi autorizado pelo presidente Michel Temer (PMDB) no mês passado. Mas a liberação das contas só ocorrerá a partir de fevereiro.


Como aproveitar
Quem guardou dinheiro para ir às compras deve ficar atento. Felipe Mendes, assessor jurídico do Instituto de Defesa do Consumidor do DF (Procon), orienta os consumidores. Aqueles que optarem em pagar à vista, por exemplo, poderão ter descontos ainda maiores.


“Como agora é permitida a diferenciação de preços de acordo com a forma de pagamento, o comprador pode utilizar essa lei e barganhar mais”, afirma. Mendes também recomenda pesquisas pela internet para descobrir se os preços anunciados realmente estão mais baixos ou se estão sendo apenas anunciados desta forma.


Na hora da compra, é importante conferir se o produto está em bom estado. Nesta época é comum a venda de peças de mostruário, itens com pequenos defeitos.

Se for o caso, exija que a loja descreva detalhadamente na nota fiscal, no recibo ou no pedido quais são os problemas apresentados, já que não há garantia.

Além disso, peça para que os produtos eletroeletrônicos sejam testados antes da finalização da compra, inclusive aqueles que funcionam com pilha.


Grande parte das lojas, quando promovem uma liquidação, não entregam os produtos na casa do consumidor, tendo ele próprio que transportá-lo. Essa informação deve ser prestada de maneira clara antes do fechamento do negócio.


Para quem for fazer compras na internet, o assessor diz que os compradores devem procurar lojas com credibilidade e desconfiar de condições muito vantajosas em portais desconhecidos. Também é muito importante evitar computadores públicos para fazer as compras, já que a transação exige dados particulares. A presença de um antivírus na máquina ou no celular é essencial.


Mendes também lembra aos consumidores que, para produtos comprados na internet, existe um prazo de troca de sete dias, sem que o comprador precise apresentar justificativa. Já para compras em lojas físicas, as trocas só podem ser feitas por conta de defeito ou por política da loja. Por isso, é importante ficar atento.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

COMENTÁRIOS