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SEM TELEFONE, SEM INTERNET: Falta de pagamento piora o caos nos postos de saúde da Grande Brasília

Problema prejudica entrega de exames e medicamentos. Dívida com empresa de telefonia chega a R$ 28 milhões, diz secretaria.

O atraso no pagamento da conta de telefone deixa os centros de saúde da Grande Brasília sem serviços de internet e telefone há pelo menos cinco meses.

 

De acordo com a Secretaria de Saúde, a dívida com a operadora é de cerca de R$ 28 milhões. Até esta segunda-feira (2), não havia previsão para resolver a situação.

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A falta de conexão prejudica serviços, como entrega de resultados de exames e liberação de medicamentos.

Sem internet, os funcionários também afirmam que não é possível fazer o pedido de novos remédios.

O posto de saúde do Gama é um dos quais há falta de remédios nas prateleiras das farmácias.


“Os resultados dos exames que vêm para a gente receber no posto de saúde já vem mandado via sistema. Não pegamos nada físico, nenhum papel impresso. E se não tiver a internet, como é que nós vamos fazer para ver esse resultado de exame?”, questiona a paciente Marilene Marques, que voltou para casa sem o resultado do exame.


Além de internet e telefone, funcionários das unidades também informaram que faltam reagentes para os exames, papel e tonner para as impressoras, material para carimbos e curativos.


Em Sobradinho 2, é preciso improvisar, afirma um servidor. “Acontece que se os pacientes vêm até aqui para ligarem para o SAMU e temos que emprestar nossos celulares”, disse. A mesma situação é reportada no centro de saúde do Paranoá. “Todas as remoções, seja com ambulância do Hospital do Paranoá ou Samu são pedidas pelos celulares dos funcionários, inclusive a busca de vagas nas unidades também”, declarou outro trabalhador da Saúde.


No Posto de Saúde 311 do Recanto das Emas, os funcionários contam que sem internet e telefone há meses um dos problemas mais sérios que estão enfrentando é com pacientes de HIV porque o controle de distribuição dos medicamentos é vinculado ao sistema informatizado do Ministério da Saúde, acessado somente pela internet.


A falta de internet é o principal problema apontado pelas unidades de saúde do Plano Piloto e cidades-satélites para implantação do prontuário eletrônico, projeto do Ministério da Saúde que busca criar um sistema nacional com todas as informações digitalizadas dos usuários de atenção básica do SUS.


Segundo a secretaria, 90% das 144 unidades básicas têm o sistema do prontuário eletrônico instalado, dessas, 97 responderam aos questionamentos do Ministério da Saúde que pedia informações sobre o andamento do programa. Entre elas, 70% informaram algum problema para o funcionamento do sistema, sendo a conectividade a principal falha apontada.


 

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Na lista de faltas dos centros e postos de Saúde do GDF, o medicamento usado para pacientes hipertensos, Captopril, é um dos mais mencionados.

 

No centro de Saúde do Paranoá, o remédio está em falta desde agosto de 2016, mas outros oito centros e postos de saúde reclamaram da reposição do medicamento, que em alguns lugares é emprestado da emergência, mas em muitos já não há distribuição para população há meses.


Em nota a Secretaria de Saúde afirmou, porém, que o medicamento Captropil de 25 mg está com estoque normalizado e que apenas aquele de 50 mg é que está com estoque zerado, mas que já há um processo de compra sendo finalizado.


Outro medicamento que a secretaria informa não estar em falta na rede pública, mas que não foi encontrado por pacientes é o Prolopa BD. Uma paciente contou ao G1 que há dois meses ela não recebe o medicamento para seu tratamento contra Parkinson.

 

Segundo ela, nos centros 7 e 10 de Ceilândia a justificativa que recebeu pela falta do remédio é que o governo não teria enviado. A pasta informou que nesse caso os pedidos não foram feitos eletronicamente, mas poderiam ter sido enviados por escrito, manualmente.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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