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REAJUSTE DAS TARIFAS: Estudantes fazem ato e fecham Eixo Monumental contra o aumento de passagens/VEJA VIDEO

PM fechou acesso à via para evitar acidentes. Eles se dirigiram para Avenida W3 Sul. Alta nas tarifas começou a valer nesta segunda.

Estudantes e membros de movimentos sociais contrários à alta das passagens de ônibus e metrô no Distrito Federal fizeram um ato de protesto na tarde desta segunda-feira (2) na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília.

 

Por volta das 18h20, eles chegaram a bloquear o trânsito no Eixo Monumental, sentido rodoviária-Esplanada. O protesto foi encerrado por volta das 20h15, depois que o grupo pichou vidros e espalhou faixas na fachada do posto do DFTrans no terminal.


Pouco antes das 19h, o grupo caminhou pela contramão na porção inicial da W3 Sul, em frente ao Setor Hoteleiro Sul, sentido Asa Norte. Para evitar acidentes, a Polícia Militar bloqueou o acesso à via a partir do Eixo Monumental. A área foi liberada após cerca de 20 minutos, às 19h.


Por volta das 19h30, o grupo de manifestantes retornou ao Eixo Monumental e bloqueou as seis faixas no sentido Esplanada, em trecho ao lado da rodoviária do Plano. A PM fez cordões de isolamento para garantir que os ônibus deixassem o terminal, e evitar que o ato invadisse o espaço ocupado por passageiros.Estudantes fazem ato e fecham via contra o aumento de passagens no DF


Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o governador Rodrigo Rollemberg, contra o aumento nas tarifas e contra o bloqueio montado pela polícia. Às 20h, a PM liberou o acesso do grupo.

Comerciantes correram para fechar as lojas, e informaram ao G1 que temiam ser alvos de vandalismo.

Por causa dos bloqueios de trânsito, ônibus que embarcariam passageiros não conseguiram acessar as baias internas da rodoviária. Com isso, não havia filas no espaço ocupado pelos manifestantes no início da noite. Até as 20h, não havia registro de pessoas detidas ou feridas nesse protesto.


Estudantes ocupam W3 Sul em frente ao Hospital de Base, em ato contra a alta nas passagens de ônibus e metrô (Foto: Polícia Militar do DF/Divulgação)Estudantes ocupam Avenida W3 Sul em frente ao Hospital de Base, em ato contra a alta nas passagens de ônibus e metrô


 

Metrô

 

No meio da tarde, um grupo de 20 pessoas protagonizou um "tumulto" no interior de um vagão do Metrô, segundo a PM. Os manifestantes embarcaram na estação Guariroba, em Ceilândia, em um trem que seguia em direção à rodoviária do Plano. Segundo a direção do Metrô, eles foram retirados do do transporte na estação Praça do Relógio.

Dez pessoas foram detidas por perturbação – destes, três eram menores e foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) II. Segundo a PM, o grupo não tinha "relação direta" com os protestos no centro de Brasília. De acordo com o Metrô, outro grupo tentou fazer um ato semelhante na estação Central, mas foi detido por seguranças.


 

Aumento

 

O reajuste foi anunciado no último dia 30 e entrou em vigor nesta segunda, três dias depois. Os valores passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (aumento de 16%) em linhas metropolitanas "curtas"; e de R$ 4 para R$ 5 (aumento de 25%) no restante das linhas, além do metrô.

As novas tarifas estão entre as mais caras do país. Na comparação com o primeiro semestre de 2015, a tarifa mais cara já acumula alta de 66%.

A nova tabela foi anunciada no último dia útil de 2016, sob a justificativa de que esta é a única saída do governo para manter o sistema de transporte público funcionando. Segundo o GDF, o reajuste deve cobrir as gratuidades oferecidas a estudantes, idosos e deficientes.O Buriti diz subsidiar 50% dos custos do sistema.


Este é o segundo aumento nas passagens ocorrido na gestão do governador Rodrigo Rollemberg, que assumiu o Buriti em 2015. O anterior ocorreu em setembro do ano passado e gerou protestos. Até então, os valores do tíquete de ônibus eram os mesmos desde 2006 e os de metrô, desde 2009.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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