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OLHOS SEMPRE ABERTOS: Contra calotes, seguro de eventos passa a ser opção para consumidor

Serviço custa, em média, entre 5% e 8% do valor da festa e oferece reembolso do valor total da festa

A bruxa parece estar solta entre as empresas que promovem eventos no Distrito Federal.

 

Em menos de um mês, pelo menos três fecharam as portas na capital federal e deixaram clientes na mão.

O caso mais recente ocorreu nesta quinta-feira (5/1), quando consumidores que contrataram a Jump Joy, na Quadra 512 da Asa Sul, descobriram que o estabelecimento comercial havia aberto falência e não conseguiria realizar as festas infantis já contratadas.


Em meio a tanta insegurança, uma opção surge como forma de garantia para os clientes: a adesão a um seguro para eventos.

 

A modalidade é recente, mas já pode ser contratada no Distrito Federal. O acordo prevê o reembolso do valor pago pelo cliente ou a contratação de uma nova empresa, caso ainda haja tempo para a realização da festa.


De acordo com Geísa Pinheiro, coordenadora comercial da corretora de seguros Bancorbrás, o serviço está sendo oferecido na empresa há 60 dias e, até hoje, nenhum contrato foi fechado. “O brasileiro não está acostumado a contratar esse tipo de serviço. No entanto, com o alto número de casos recentes, esperamos que a procura aumente”, ressaltou.


 

Bruno Medeiros/Metrópoles

La Provence, no Park Way, fechou as portas: prejuízo


A apólice de seguros cobre situações como a falência da principal empresa contratada, ocorrência de incêndios ou fenômenos da natureza no local da festa, roubo de bens do segurado durante o evento, utilização de gerador em caso de falta de energia e despesas extras com cerimonialista, trajes de gala, entre outros itens.


A contadora Larissa Karkour, 25 anos, foi duplamente lesada pelo fechamento de empresas de eventos.

Istock/Metrópoles

Com casamento previsto para junho deste ano, ela havia contratado o bufê La Provence e a empresa de decoração Flores em Festas para a organização da cerimônia. No entanto, ambas fecharam as portas.


Ela afirma que, quando contratou os serviços, não sabia da possibilidade de adquirir um seguro e hoje pensaria em utilizar o serviço. No entanto, considera que seria ideal se as próprias empresas tivessem apólices para garantir o reembolso de clientes em caso de falência. “Os empresários poderiam usar isso como diferencial e atrair mais consumidores”, explica.


Geísa Pinheiro afirma que o custo médio do seguro é de 5% a 8% do valor do serviço contratado. Caso toda a festa esteja sendo organizada por uma empresa, apenas uma apólice é suficiente. Já se o evento for realizado por diversas organizações, é necessário um contrato para cada um dos envolvidos. O seguro prevê o reembolso do valor total gasto, em caso de cancelamento da festa.


Fechamento
Dos cados recentes, o bufê La Provence foi o primeiro encerrar as atividades, em 7 de dezembro. A empresa comunicou aos clientes que não conseguiria honrar os contratos já fechados e alegou que entraria em contato com os consumidores posteriormente. Até hoje, no entanto, eles esperam uma resposta do bufê. Só a sete casais que contrataram os serviços da empresa, o La Provence, que ficava no Park Way, deve R$ 71 mil.


Já na última segunda-feira (2/1), a empresa de decoração Flores em Festas também anunciou o encerramento das atividades por meio de uma nota no Facebook. Nesta sexta (6), foi a vez da Jump Joy. Estima-se que pelo menos 44 pessoas tenham sido lesadas.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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