compartilhar

POLUIÇÃO E CONTAMINAÇÃO: Ministério Público denuncia vazamento de óleo do HRAN no Lago Paranoá

De acordo com o MPDF, ocorrência causou morte de aves e peixes, além de outros danos ambientais graves

O Ministério Público do DF (MPDF) ajuizou uma ação civil pública contra o Governo do Distrito Federal e a empresa Técnica Construção, Comércio e Indústria Ltda. por vazamentos de óleo do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) no Lago Paranoá.


Na ação, o MP requere o pagamento de indenização pelos danos materiais e morais coletivos causados ao meio ambiente e pede que os réus sejam condenados a trocar as caldeiras do HRAN sem paralisar as atividades hospitalares.


De acordo com o Ministério Público, os vazamentos aconteceram em 2012 e 2013. O óleo combustível caiu na rede de águas pluviais e foi levado diretamente ao Lago.Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ainda segundo a ação, o produto químico se espalhou e contaminou o ecossistema, causando a morte de aves e peixes, além de outros danos ambientais graves.


 

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) tinham alertado para problemas no funcionamento das caldeiras do hospital, mas o Ministério Público alega que nada foi feito. Até a última atualização desta matéria, a Secretaria de Saúde do GDF ainda não tinha se posicionado sobre a ação.


Crise hídrica
Responsável pela ação, a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) lembra que o GDF planeja captar as águas do Lago Paranoá para consumo humano.

O novo sistema deve abastecer aproximadamente 600 mil pessoas nas cidades-satelites de Sobradinho I e II, Planaltina, Itapoã, São Sebastião, alem do Lago Norte e condomínios.


“Um dos mais pujantes projetos para amenizar a crise hídrica da capital do país conta com o espelho d’água que hoje recebe poluição direta das caldeiras do HRAN . Por tais razões, qualquer forma de poluição no Lago Paranoá alerta para a necessidade de maior controle da água a fim de garantir o abastecimento de qualidade pra as presentes e futuras gerações”, afirma o documento. (Com informações do MPDF)

 

COMENTÁRIOS