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DE MAL A PIOR: Falta de experiência afeta gestão da Saúde pública do Distrito Federal

Os atuais gestores que estão à frente da Secretaria, não conseguem resolver os problemas da pasta por uma razão muito simples: são pessoas inexperientes, não conhecem como funciona a máquina, falta traquejo e sobra arrogância

Muito se tem falado que a situação financeira tem sido o principal entrave para uma gestão eficiente, principalmente, na pasta mais importante do governo que é a Secretaria de Saúde do GDF.

 

Todos os dias temos presenciado cenas lamentáveis nos hospitais, como a falta de remédios, falta de insumos básicos, falta de leitos nos hospitais, falta de profissionais de saúde, e por aí vai.

 

Já se passaram quatro secretários, sendo que o primeiro nem sequer chegou a tomar posse e os problemas tem se agravado cada vez mais. A impressão que se tem, é que existe um “buraco negro”, e que não se consegue enxergar uma luz no fim do túnel. A situação só piora a cada dia.

 

Os atuais gestores que estão à frente da Secretaria, não conseguem resolver os problemas da pasta por uma razão muito simples: são pessoas inexperientes, não conhecem como funciona a máquina, falta traquejo e sobra arrogância.

 

O atual secretário por mais que se esforce, não tem conhecimento da pasta, é totalmente neófito em se tratando de gestão. Não tem sequer apoio do PSB-DF, partido do qual o governador Rodrigo Rollemberg é filiado. A secretária adjunta, que é indicação do vice-governador Renato Santana, não consegue dar o suporte necessário por falta de liderança. Nos bastidores comenta-se, que o vice consegue ter mais acesso na Secretaria, do que pessoas ligadas ao PSB.


Uma das Subsecretarias mais importantes da pasta, que tem um orçamento de fazer inveja a muitos estados, é a Subsecretaria de Atenção Integral a Saúde (SAIS). O gestor que comanda a pasta não conhece a dimensão que é a SAIS. Falta experiência e conhecimento de gestão pública.

 

A poucos dias, o Agenda Capital fez uma matéria sobre a situação caótica em que se encontra o SAMU-DF. O serviço de Atendimento Móvel de Emergência, que já foi uma referência nacional, hoje está simplesmente desabilitado junto ao Ministério da Saúde e não consegue receber os repasses federais. Os gestores que são indicados, são pessoas até esforçadas, porém não consegue dar uma resposta rápida aos inúmeros problemas que a pasta vem enfrentando.

 

O caos que se instalou na Saúde pública do GDF, não é somente problema financeiro como ocorre em grande parte do país, e sim, falta de experiência e gestão.

 

Os servidores da rede pública de saúde estão cada vez mais desmotivados com os problemas recorrentes, como o desabastecimento de insumos e medicamentos, a falta de manutenção de equipamentos por falta de cobertura contratual, e as condições precárias de trabalho, dadas em função de ambientes insalubres e sem condições estruturais para um bom atendimento à saúde.


Espera-se que com a reforma do secretariado de Rollemberg, que deverá ocorrer em breve, a Saúde seja prioridade na escolha de um gestor com experiência comprovada, e que consiga reverter a situação atual, em grande parte provocada pela falta de habilidade dos atuais ocupantes.

 

A população espera que a Saúde Pública do DF, que outrora já foi considerada a melhor do país, volte a oferecer à população, uma saúde de qualidade para o povo do Distrito Federal.

(*Por Delmo Menezes)

 

Fonte: *Via AgendaCapital/Clipping

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