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PESQUISA NO SIGGO: Investimento em educação despenca no Distrito Federal

O investimento em educação no Distrito Federal despencou 73,5% ao longo dos últimos quatro anos. Do ponto de vista de professores, o descaso orçamentário crônico do governo traça o cenário de calamidade na rede pública de ensino.

 

O diagnóstico negativo da educação pública partiu de um pesquisa no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo).

Em 2013, os cofres públicos empenharam e liquidaram R$ 82,2 milhões, dentro categoria investimento.

 

Este gasto apresentou uma tímida alta no ano seguinte, chegando a R$ 84,2 milhões.

 

No calendário de 2015, o desembolso caiu vertiginosamente, tombando até R$ 28 milhões. A fragilidade financeira do sistema educacional brasiliense tornou-se mais aguda no ano passado. Entre janeiro e dezembro, o GDF investiu em educação somente R$ 21,8 milhões.

O estudo também escancarou o abismo entre a realidade e a “ficção” na redação do orçamento. Segundo o Siggo, os investimentos em educação entraram 2013 com uma previsão, tecnicamente chamada de dotação autorizada, de R$ 222 milhões. No decorrer de 2014, a expectativa era do investimento de R$ 330 milhões. No ano seguinte, prometia no texto orçamentário R$ 265,4 milhões. O diferença fica ainda mais clara em 2016, quando o Executivo começou o ano com a dotação autorizada de R$ 318,4 milhões.


“Estes números refletem totalmente a realidade. O governo não investe. Não vemos a construção de escolas, sequer de salas de aula”, alerta o diretor do Sindicato dos Professores, Samuel Fernandes. De acordo com o sindicalista, Algumas unidades estão caindo aos pedaços, como a Escola Classe 59 de Ceilândia, a Escola Classe 425 de Samambaia e o Centro de Ensino Fundamental 10 de Ceilândia. Os alunos não deveriam começar o semestre letivo nelas”, defende.


GDF alega “esforço” em meio a crise

A Secretaria de Educação declarou que comentará hoje a situação dos investimentos na rede pública educacional ao Jornal de Brasília. Procurada pela reportagem, às 19h35 de ontem, a pasta não se esquivou do debate. No entanto, pelo fato de se tratar de um domingo, o órgão não teria acesso aos dados do Tesouro do DF até o fechamento desta edição.


“No entanto, a Secretaria de Educação destaca que o governo de Brasília tem feito todos os esforços e, mesmo em um cenário de crise econômica, continuará cumprindo os percentuais exigidos pela legislação pertinente no que diz respeito aos investimentos em Educação”, argumentou a pasta.


No decorrer da campanha eleitoral de 2014, Rodrigo Rollemberg fez uma série de promessas vinculadas à educação, grande parte delas demandando investimentos consistentes para sair do papel. Por exemplo, ampliar a oferta de escolas em tempo integral e creches. O descumprimento de promessas tem sido uma das principais críticas da população contra a gestão.


Saiba Mais

As fragilidades orçamentárias também refletem no desempenho das escolas em tempo integral. Para Samuel Fernandes, o projeto sofre por uma série de carências.
Segundo o diretor, o Sinpro identificou a falta de alimentos para estudantes em escolas integrais, em outubro passado.

No caso da Escola Classe 425 de Samambaia, o drama da falta de investimento se confunde com o racionamento de água. Conforme relato de Fernandes, a unidade não conta com caixa d’água e para ter bebedouros e banheiros abastecidos depende de ligações diretas na rua.(*Por:Francisco Dutra)

 

Fonte: *Via JBr/Clipping

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