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MOVIDOS PELO VENTO: Vela Adaptada reabre a temporada náutica no Lago Paranoá

A largada foi dada para a temporada náutica 2017. No fim de semana, a disputa de regata da Classe Hansa 203, barco especialmente projetado para pessoas com deficiências físicas, foi responsável por reabrir o calendário da vela no Lago Paranoá.


Abrir a temporada com a classe Hansa é simbólico para Brasília, já que o Lago Paranoá, atualmente, é uma referência nacional na vela adaptada – graças à implantação do Projeto Vela para Todos, que acolhe pessoas com qualquer tipo de deficiência física e lhes oferece a oportunidade de velejar nas águas do lago.

 

O projeto é tocado pela Federação Brasiliense de Vela Adaptada – FBVA e o Cota Mil Iate Clube – CMIC, e diversos outros parceiros, como é o caso da Embaixada da Austrália, que participa como doação e importação de barcos. O coordenador técnico do programa é o velejador Bruno Pohl.

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Os barcos da Hansa dispõem de uma série de adaptações como o reposicionamento da cana do leme, usada para direcionar a embarcação e que normalmente fica na parte traseira (popa). Nesta categoria, ela foi reconfigurada em forma de joy stick, localizando-se entre as pernas do velejador, bem ao alcance das mãos.


Colorido

As boas condições de vento na manhã do último sábado permitiram a realização de três regatas na raia Sul, em frente ao Cota Mil. Por lá, as velas coloridas, característica da classe Hansa, deram um tom bastante festivo ao lago.

Ao final, os três primeiros colocados na classificação geral foram: Helivelton Anastácio, em primeiro lugar; Wellington Silva, em segundo, e Iracema Marques, em terceiro.


O grande destaque das provas de sábado, no entanto, foi o quinto lugar geral da pequena Bia Mendes, de apenas 8 anos. Prodígio no esporte, ela foi eleita no ano passado a melhor paratleta do DF, no prêmio Brasília Esporte, por meio do voto popular.


Marin Lowy se torna bicampeão

O velejador Marin Lowy, que é atleta Yatch Club Santo Amaro, sagrou-se bicampeão brasileiro de Laser Radial, correndo as regatas no quintal de casa, a represa de Guarapiranga, São Paulo (SP). No feminino, a vencedora foi a velejadora carioca Gabriella Kidd.


“Fazia tempo que não tinha um dia tão bom quanto este. Tentei fazer as coisas direitinho, como largar bem e tentar acertar as primeiras rajadas. A sensação de ganhar um Brasileiro em casa é indescritível. Velejei muito aqui na represa e é muito bom finalizar o campeonato com este resultado, ainda mais com tanta gente boa prestigiando a competição”, disse Martin.

O velejador do Iate Clube de Brasília, Felipe Meira, finalizou o campeonato em 2º lugar na categoria pré-Master e agora vai mudar de embarcação e disputar, em companhia do proeiro Bruno Fereira, o brasileiro da Classe Snipe – evento que acontece em Ilhabela, litoral de São Paulo, conhecida como a capital brasileira da Vela.


“Muito feliz com o resultado obtido aqui em Guarapiranga, em meio à nata dos laseistas brasileiros e ainda mais motivado para conseguir um outro bom resultado em Ilhabela, onde a flotilha de Brasília emplacará bons resultados”, disse Meira.

Segundo os velejadores o campeonato exigiu muito dos competidores pelas mudanças bruscas da velocidade do vento.


Saiba mais

  • Mais um ciclo olímpico para Robert Scheidt começará nesta semana. Agora em uma nova classe, a 49er, o multicampeão velejador brasileiro inicia hoje a etapa de Miami, nos Estados Unidos, da Copa do Mundo de Vela. Estreante na categoria, entra na disputa com o objetivo de ganhar experiência e começar a sentir se esse realmente é o caminho para os Jogos de Tóquio, no Japão, em 2020. “Ainda tenho lenha para queimar e essa é uma nova motivação”, diz Scheidt.(*Por: Rogério Sampaio)

 

Fonte: *Via JBr/Clipping

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