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FEBRE AMARELA: Pacientes relatam filas de duas horas para conseguir vacina contra a doença em Brasília

Único posto de imunização que funciona na Asa Norte, passou a manhã lotado. 'Corrida' pela vacina começou na quinta, com primeira morte relacionada a doença registrada no Distrito Federal em 2017.

Os postos de saúde do Distrito Federal continuaram apresentando longas filas de espera para aqueles que queriam se vacinar contra a febre amarela nesta terça-feira (24).

Segundo pacientes, o tempo médio de espera pela imunização no Centro de Saúde nº 12, o único que atende a Asa Norte, era de mais de duas horas. Um enfermeiro da Secretaria, na porta do posto, orientava os pacientes.

 

A "corrida” pela imunização começou um dia depois de o governo do DF confirmar a primeira morte por febre amarela em 2017 na capital. Na sexta-feira (20), o tempo de espera para conseguir a vacina era de mais de cinco horas.

Em entrevista ao G1, o subsecretário de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Tiago Coelho, disse que todas as 123 salas de vacinação do DF possuíam vacinas.

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Na Asa Norte, porém, a reportagem apurou que apenas o posto de vacinação do Centro de Saúde nº 12 funcionava. Segundo a Secretaria de Saúde, toda a vacinação na região foi concentrada em um único posto por conta de uma decisão da superintendência regional. A pasta afirma ainda que o local conta com um número maior de servidores para atender a população.


 

Entenda a vacinação

 

Há décadas, o Distrito Federal aparece como "área de risco" para febre amarela nos protocolos do Ministério da Saúde. Isso significa que, se a caderneta infantil foi seguida à risca, todas as crianças nascidas no DF foram vacinadas até os 9 meses de idade, com uma dose de reforço por volta dos 5 anos. Se isso foi feito, não há risco de pegar febre amarela.


Para quem nasceu nos oito estados fora da área de risco – Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro – ou não foi vacinado por algum motivo, é preciso tomar duas doses em um intervalo máximo de 10 anos.


Segundo Coelho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que uma única dose da vacina já seria suficiente para produzir anticorpos e evitar o contário. "No Brasil, devido ao histórico, o Ministério da Saúde acaba pedindo esse reforço com duas doses", explica. O país produz vacinas suficientes para consumo próprio e exportação.


 

"Já tivemos casos de pessoas procurando postos de saúde em pequenos intervalos de tempo, para tomar mais de duas doses. Isso, sim, se classifica como risco. Pode haver um efeito adverso".

 

A vacina é feita com o vírus vivo e atenuado. Por isso, existe uma chance pequena (de 1 em 400 mil) de que a aplicação da substância acabe causando efeito reverso, desencadeando um quadro de febre amarela no paciente. Se algum sintoma atípico for notado após a injeção, é importante avisar a um médico.


Segundo o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, a chamada "febre amarela vacinal" é raríssima, mas pode acontecer quando o paciente tem alguma contraindicação para tomar a vacina. A aplicação é contraindicada para gestantes, recém-nascidos, pessoas doentes ou com baixa imunidade, por exemplo.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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