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MATERIAL NUCLEAR: HUB oferece nova terapia contra dor para pacientes com câncer

Hospital é o único da rede pública do Distrito Federal a utilizar o material nuclear Samário-153

Oferecer qualidade de vida a pacientes com câncer que sofrem com dores crônicas e, até mesmo, quando a morfina já não surte mais efeito. Essa é a finalidade do Samário-153, material nuclear usado para combater principalmente a dor óssea causada pela metástase do câncer.

 

É um tipo de radioterapia disponível no Hospital Universitário de Brasília (HUB), o único da rede pública do Distrito Federal a oferecer a terapia.

 

“Muitas vezes o paciente fica internado meses só para controlar a dor, sendo que ele pode fazer a terapia com Samário e ir para casa. Não vamos dar a cura, mas vamos dar qualidade de vida a esse paciente”, explica o enfermeiro da Unidade de Medicina Nuclear do HUB Flávio Andrade.

 

Para utilizar o Samário-153, a instituição precisa de autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

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O HUB recebeu a visita de representantes da comissão, que reavaliaram o serviço e autorizaram a terapia ambulatorial, quando o paciente faz o tratamento e vai para casa, sem necessidade de internação.

 

Antes de iniciar a radioterapia, é preciso passar por uma avaliação clínica.  

 

“Como o HUB tem muitos pacientes oncológicos, é importante investir nesse tipo de terapia que alivia a dor e melhora a qualidade de vida”, afirma a chefe da Unidade de Medicina Nuclear, Flávia de Freitas Rodrigues.

 

O primeiro paciente a fazer a terapia foi Lucas Rodrigues, de 15 anos.

 Diagnosticado em 2013 com osteossarcoma, câncer no osso, ele sofre com fortes dores em todo o corpo. Por isso, passa a maior parte do tempo deitado. “Com esse remédio, espero ficar mais sentado sem dificuldade, brincar, ler e me distrair um pouco”, planeja ele.

 

Lucas também tem esperança de realizar dois sonhos: voltar a estudar e brincar com um carrinho de controle remoto, que deseja ganhar. “Tenho certeza que vou melhorar e poder sair, colocar um banquinho com travesseiro para sentar na rua de casa, que não é asfaltada, e brincar com esse carrinho, que já é próprio para trilha”, acredita Lucas.

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Fonte: *Via Secom/UnB/Clipping

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