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PODAS MONITORADAS:Novacap faz cortes preventivos para evitar queda de árvores

A chegada do período das chuvas traz a preocupação com a queda de árvores, provocada pela força dos ventos.

Devido ao trabalho de prevenção da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), é possível minimizar a incidência de casos no Distrito Federal.


Diariamente, o Departamento de Parques e Jardins recebe demandas da população e as encaminha para o setor responsável pela execução do serviço.

“É necessário que a pessoa especifique o local, a situação e a aparência da árvore para que cada caso seja tratado com a devida urgência”, avisa o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto.


As espécies, segundo ele, são classificadas por local e ordem de prioridade — a lista é atualizada diariamente. Após o primeiro contato, antes da poda, engenheiros florestais são enviados para analisar a situação. O relatório desenvolvido pelo técnico orienta a equipe de campo quanto ao tipo de corte a ser feito.


Nessa etapa, são empregados equipamentos específicos como o GPS, que marca o geoposicionamento do exemplar. Quando a avaliação técnica é questionada, também pode-se utilizar o tomógrafo, que avalia por meio de sensores o apodrecimento da árvore, e o resistógrafo, que mede a resistência da madeira e a existência de organismos em seu interior.


Como é feito o trabalho de poda de árvores

Para evitar a queda e diminuir possíveis estragos, diariamente, 23 equipes — nove de empresas terceirizadas — trabalham em campo. Cada uma tem em média dez funcionários, distribuídos em operadores, serventes e motoristas de caminhão. As turmas são divididas de acordo com o serviço a ser executado.


Entre os diversos tipos de podas, as mais comuns são a de formação, efetuada desde que as mudas são plantadas até o seu pleno desenvolvimento e a de manutenção, que pode ser de limpeza ou sanitária, quando eliminados galhos secos ou atacados por patógenos. A de adequação é utilizada para solucionar ou amenizar conflitos entre equipamentos urbanos e a arborização.


Também existem as correções na forma de crescimento da planta, de acordo com o ambiente em que está posicionada. É o caso dos cortes de equilíbrio, de redução e de levantamento de copa, que fazem parte da adequação. Durante o ano passado foram feitas 51.735 podas em Brasília.


Quando as árvores devem ser podadas ou retiradas

A manutenção é feita em toda a área verde pública de Brasília. Ao notar crescimento irregular ou exagerado, inclinação súbita, estalos, aparecimento de fungos ou qualquer outra irregularidade que comprometa a saúde da árvore ou de pessoas, o serviço deve ser solicitado.

Para podas domiciliares, o proprietário deve entrar em contato com a Novacap, que enviará um técnico para fazer um relatório orientando o corte adequado, feito pelo próprio morador ou por serviço particular.


Em determinadas situações, para conter danos maiores, é necessária a retirada total da árvore (erradicação) com risco de queda, morta ou em locais de perigo. Ou optar por podas drásticas, em que se retira grande parte da copa, e há renovação do ciclo de crescimento dos galhos.

“Trabalhamos com diversos fatores para determinar com precisão o que é melhor para a planta e para a sociedade. Quando a saúde da árvore ou o local ameaçam o bem-estar da população, a melhor alternativa é retirá-la de lá”, explica Menegotto.

Ele cita como exemplo os cortes recentes na Avenida W3 Sul. Podas drásticas foram feitas pela proximidade a blocos residenciais, em local de difícil manutenção e com crescimento acelerado. Nesse exemplo, optou-se por um corte maior da copa para não retirar as árvores. “Essas medidas são importantes, pois na Grande Brasília há mais de 5 milhões de árvores, a maioria em lugares impróprios”.


Em todas as cidades-satélites foram feitas 7.278 intervenções no ano passado, além do recolhimento de 2.750 galhos caídos.

O que acontece após a remoção de uma árvore

Embora seja efetuado esse trabalho, em contrapartida a Novacap planta anualmente mais de cem mil árvores em localidades selecionadas, onde não há risco. Em 2016 foram 121.548 novas mudas.

Todos os materiais recolhidos nos cortes são reempregados em alguma função. Com os galhos, são produzidos adubos de alta qualidade para uso no plantio da companhia ou doação a pequenos produtores. Os troncos e materiais mais pesados são vendidos, e o recurso é reinvestido no próprio setor.


O capital será empregado, por exemplo, na criação de um aplicativo que facilitará o envio de denúncias. “Ainda está em fase de desenvolvimento, mas esperamos disponibilizá-lo neste ano, logo após o lançamento do aplicativo tapa-buracos”, afirma o diretor-presidente.

 

Fonte: *Via JBr/Clipping

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