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EM TEMPOS DE RACIONAMENTO: Todo mundo reclama das contas, menos a da água…

Há pouco mais de dois anos, a capital paulista e todo o Estado de São Paulo enfrentaram uma de suas maiores crises hídricas. Quadro semelhante se apresenta agora em Brasília, com o racionamento nas cidades do Distrito Federal e contenção nas áreas nobres.

Os paulistas conseguiram dar a volta por cima. E, ao que se acredita, os brasilienses não ]ficarão para atrás. Ficam no ar, contudo, duas questões. Qual foi a última vez que você conversou sobre a conta de água? Ou, você sabe como ela é estipulada?


Provavelmente as suas respostas foram não e não. Porém, é importante saber que, mesmo sendo pouco debatida, a tarifa de água pode ser o ponto de partida para uma discussão muito mais ampla como a política de saneamento básico. É isso que defendem especialistas em saneamento e gestão da água em vídeo realizado a partir de debate promovido pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS).

“Você vê o pessoal discutindo a conta de energia, de celular e até o plano de celular. Agora, o plano de água, a conta de água, ninguém discute”, afirma o ambientalista Fernando Santos-Reis

Pode parecer um assunto sem grande interesse para a maioria da população. É bem verdade que muita gente que mora em condomínio nem lembra que essa conta é cobrada, já que ela muitas vezes recai no montante da conta de condomínio. No entanto, a tarifa pode ser determinante para a política de saneamento de um município, por exemplo.

O detalhamento da conta é importante não apenas por questões de transparência. Já é sabido que a forma como a tarifa é estipulada pode servir de mecanismo para a inclusão social e a preservação ambiental. Afinal, dependendo do preço, é possível estimular o maior consumo de água e até aumentar a desigualdade social

“A gente não tem usado as tarifas como instrumento para construir uma política de saneamento”, defende a ativista Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água, articulação da sociedade civil criada em outubro de 2014 para enfrentamento da crise hídrica em São Paulo. Esse mesmo grupo entende que pode ajudar a levar a discussão do assunto para Brasília e outras capitais.(Por:Carolina Paiva)

 

Fonte: *Via Notibras/Clipping

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