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PODE ISSO, ARNALDO?: Câmara Legislativa aumenta verba para envio de cartas após gastar R$ 2,5 milhões em 2016

Nas contas de 2016, deputados tinham R$ 5,5 milhões disponíveis para correspondências. Orçamento aumentou em quase R$ 1 milhão neste ano. Câmara afirma que haverá corte de gastos.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal anunciou, no início desta semana, que reservou R$ 6,05 milhões do orçamento só para garantir o envio de cartas de deputados distritais.

No ano passado, os deputados gastaram R$ 2,15 milhões com as correspondências. O orçamento disponível era de R$ 5,5 milhões.


De acordo com a publicação no Diário Legislativo, o acréscimo de quase R$ 1 milhão é destinado a gastos com “serviços de comunicação em geral”. Ele inclui todas as correspondências enviadas por Correios pelos deputados, como mensagens de Natal, ano-novo e de outras dadas comemorativas.Resultado de imagem para CARTAS CAMARA LEGISLATIVA

 

Em nota, a Câmara informou que um corte de gastos está previsto para este ano e que as postagens vão sofrer “redução significativa”.

 

Segundo o portal da Casa, os deputados gastaram R$ 2,4 milhões mandando cartas em 2015. Uma portaria assinada em 2007 define que cada gabinete tem direito a 10 mil cartas por mês, o que equivale a R$ 120 mil por ano. A verba é cumulativa, com validade de um ano.

Câmara Legislativa do DF (Foto: Gustavo Aguiar/G1 DF) Câmara Legislativa do DF (Foto: Gustavo Aguiar/G1 DF)


Considerando os 24 deputados distritais da Câmara, a quantidade total de cartas enviadas seria maior que o número de eleitores da Grande Brasília e, mesmo assim, o valor gasto seria menor que o total disponível em caixa. Seriam 2,8 milhões de cartas para 1,96 milhões de eleitores e um custo de R$ 3.360.960.

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No ano passado, todos os distritais utilizaram a verba, exceto o deputado Reginaldo Veras (PDT). Segundo o deputado, desde o início do mandato ele abriu mão de toda a verba destinada aos “serviços de comunicação”. Para ele, o recurso deveria ser extinto. “Esse dinheiro poderia ser melhor utilizado em outras áreas. Na era tecnológica em que estado, isso não tem sentido”, afirmou ao G1.

 

“Ninguém gosta de receber correspondência parlamentar”, disse Reginaldo Veras.

 

Para o coordenador do projeto "Adote um Distrital", Caleb Cerqueira, a portaria é imoral. “Seria razoável economizar esses recursos, ainda mais na era digital, com celulares e aplicativos. Poderiam ser usados esses mecanismos mais baratos e, às vezes, até mais eficazes que a carta."

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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