compartilhar

NOVO MODELO: Atendimento básico ao brasiliense será feito pelo Saúde da Família

Mudanças começam em 120 dias. Servidores serão realocados para o novo programa, que terá centros e postos de saúde como apoio

A Secretaria de Saúde anunciou nesta quarta-feira (15/2) que o modelo de atenção primária na rede pública do Distrito Federal vai mudar.

 

 Os atendimentos como consultas, exames de rotina e ações de prevenção a doenças passarão a ser oferecidos pelo Saúde da Família, que terá como apoio os centros e postos (chamados de unidades básicas).

 

Cada grupo de 3.750 pessoas será atendido pela mesma equipe de profissionais. A ideia é que as mudanças saíam do papel em 120 dias.


Ao todo 170 unidades farão parte do novo modelo. O governo do DF garante que a medida ampliará a assistência ao cidadão brasiliense. De acordo com a proposta, cada equipe é composta por médico, enfermeiros, agentes comunitários e profissionais de especialidade bucal.

O grupo acompanha a situação do paciente de forma permanente, evitando que ele tenha de recorrer às emergências dos hospitais.


Na nova configuração de assistência básica à saúde no DF, estão previstas visitas regulares às residências de pessoas atendidas pelos profissionais. A ideia é que os cidadãos criem vínculos com eles e sigam à risca os tratamentos indicados, reduzindo-se as chances do desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas.


 

Com esse novo modelo de trabalho, a Secretaria de Saúde criará 329 equipes, no programa Estratégia Saúde da Família (ESF), que serão responsáveis por pré-natal, monitoramento de diabéticos e hipertensos, rastreamento de casos de câncer, vacinação, tratamentos odontológicos, consultas e exames de rotina, além de ações ações preventivas.


Pelas projeções da pasta, é possível resolver até 70% dos problemas somente na atenção primária. Por isso, a meta é estender de 30,7% para 62% a nova cobertura no DF até 2018.

Servidores realocados


Portaria nº 78, de 2017, publicada nesta quarta, regulamenta o processo de conversão progressiva do modelo tradicional de atendimento à estratégia de saúde da família. Pelos próximos 30 dias, os servidores que trabalham em unidades básicas deverão comunicar se desejam ou não integrar o novo modelo.

Aqueles que não aceitarem serão realocados em outras unidades. Quem decidir ficar passará por um treinamento na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais do Sistema Único de Saúde (Eapsus), totalmente voltado para transformar as unidades básicas em equipes de saúde da família. Se todos aderirem, o número de equipes saltará dos atuais 242 para 571. Com isso, a cobertura poderá superar os 70%.


Terceirização
A mudança é um passo importante para a entrada das organizações sociais de Saúde (OSs) no território brasiliense, já que as unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) passaram a ser complementares à atenção primária. No ano passado, o Conselho de Saúde do DF permitiu, com esse entendimento, que o GDF assine contratos de gestão compartilhada para geri-las.


A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, critica as mudanças. De acordo com ela, o GDF está desativando serviços e programas reconhecidos nacionalmente e pela população local.

Além disso, alega que o governo decidiu que poderá fazer a remoção dos servidores mesmo sem a anuência deles. “É o fim de princípios elementares no gerenciamento de pessoas. É um desmonte diabolicamente arquitetado, que vai abrindo caminhos para a terceirização”, desabafa.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

COMENTÁRIOS