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CRISE HIDRICA: GDF considera aumentar dias sem água caso crise hídrica se agrave

Área abastecida pelo Reservatório do Descoberto está na 5a semana de racionamento. Modelo atual impõe restrição de um dia sem abastecimento a imóveis da região

A Caesb, empresa responsável pelo abastecimento de água no Distrito Federal, afirmou nesta quarta-feira (15) que considera “endurecer” o racionamento na cidade caso a crise hídrica atinja níveis mais graves que os atuais.

 

O presidente da companhia, Maurício Luduvice, disse que uma das alternativas para lidar com um cenário menos favorável no reservatório do Descoberto seria ampliar o período do corte de água para cada região da cidade que, atualmente, é de um dia por semana.


“A gente vai ter que avaliar medidas mais drásticas."


"A gente pode ter de buscar outra alternativa que a gente está estudando, porque tem várias outras opções. A gente está averiguando pequenos córregos, pequenas nascentes para aumentar a produção”, disse Luduvice.

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Embora o racionamento imponha corte semanal de 24 horas aos moradores abastecidos pelo Descoberto, o religamento do sistema pode demorar mais do que o previsto. Segundo a Caesb, o sistema leva até dois dias para voltar completamente ao normal.

 

Esta é a quinta semana desde que o racionamento foi implementado. Por enquanto, áreas abastecidas pelo reservatório de Santa Maria sofrem apenas redução na pressão da água. O Ministério Público do DF recomendou ao governo que inclua estas regiões nos cortes.


Durante a crise hídrica de São Paulo, entre 2014 e 2015, cidades como Campinas eram submetidas a cortes de 18 horas por dia em duas vezes por semana. Já na capital do estado, a companhia de abastecimento local afirma que houve apenas redução de pressão.

 

Captação do Lago Paranoá
O presidente da Caesb voltou a destacar a importância da obra emergencial de captação de água do Lago Paranoá, orçada em R$ 55 milhões. Sem recursos para construí-la, o GDF enviou nesta semana o projeto do sistema à União e, agora, espera a liberação da verba.

 

“O governo federal recebeu a nossa proposta e está analisando. Eventualmente, a gente pode ter de fazer algum complemento. Eles vão ter que avaliar nossa capacidade de execução e a real importância dessa obra, que a gente acredita que seja muito importante”, disse Luduvice.


Além do projeto de emergência, o governo espera fazer obras no lago para conseguir captar 2,8 mil litros de água por segundo. O projeto depende de verba federal ou de empréstimos para sair do papel e, uma vez começadas as obras, deve demorar até quatro anos para ficar pronto.


“Mas essa seria uma obra estruturante, é uma obra em que não se aplica a esse recurso do Ministério da Integração e é uma obra que vai durar de três a quatro anos para ser executada.” Segundo o presidente da Caesb, o uso dessa água não vai afetar o nível do Lago Paranoá.


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Luduvice disse que não há previsão para o fim do racionamento de água. Na última semana, o volume útil da bacia do Descoberto passou de 23,99% para 32,52% – uma alta de 8,53 pontos percentuais.

 

Com isso, o maior reservatório do DF voltou a registrar nível acima de 30% pela primeira vez desde o dia 12 de outubro. Antes dessa temporada, que durou quase quatro meses, o tanque nunca tinha cruzado essa barreira.


Mesmo que o nível do Descoberto termine o período chuvoso com o nível em 50%, o volume é considerado mais baixo que o normal por causa do rigor da seca nos meses seguinte. “A gente vai ter de enfrentar de maio a setembro sem água, praticamente só com a vazão residual dos córregos e afluentes.” 

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Fonte: *Via G1/Clipping

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