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AVISO NO LETREIRO: Distrital propõe aviso de assalto na frente dos ônibus da Grande Brasília

Da internet para o parlamento: deputado distrital vê ideia publicada nas redes sociais e propõe implantação de botão de pânico nos ônibus para avisar de assalto no letreiro dos coletivos

A partir de uma ideia publicada nas redes sociais, o deputado distrital Bispo Renato Andrade (PR) apresentou um projeto de lei para implantar nos ônibus do Distrito Federal um dispositivo que, quando acionado pelo motorista, mostrará o seguinte alerta no letreiro frontal do veículo: “Socorro, assalto”.

 

“A ideia é deixar um botão próximo ao motorista, para que ele possa, sem alarde, avisar externamente o caso de uma ocorrência”, explica o parlamentar. Pela proposta, a frase aparecerá no painel que informa a origem e o destino da linha. Bispo Renato acredita que essa ideia possa ajudar na redução dos índices de assalto no transporte coletivo. “Além de intimidar assaltantes, o aviso vai agilizar a busca por ajuda”, justifica.

 

Ideia já foi aplicada em ônibus na região metropolitana de Belo Horizonte


Segundo o balanço criminal do governo de Brasília, divulgado em dezembro do ano passado pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social, o número de roubos no transporte coletivo cresceu 28,7% entre 2015 e 2016. No ano passado foram registrados 616 assaltos a mais do que no ano anterior.

 

 

“Resumindo, esses dados refletem o que a mídia mostra quase que diariamente: assaltos a ônibus estão cada vez mais comuns e medidas precisam ser tomadas para reduzi-los”, defende o parlamentar.


A ideia de usar os letreiros dos ônibus para anunciar assalto já foi testada na região metropolitana de Belo Horizonte nos mesmos moldes da proposta do deputado brasiliense (veja a foto acima).

O Projeto de Lei nº1442/2017 precisa ser aprovado nas comissões da Câmara Legislativa antes de ir à votação em plenário. Os colegiados na Casa, porém, ainda não estão formados. Sem acordo e embaraçado pelas ações do Executivo, a Câmara segue sem um prazo para compor as comissões. Sendo assim, os trabalhos caminham a passos lentos.

 

Fonte: *Via CongressoEmFoco/Clipping

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