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POR ATOS ILÍCITOS: Empresas envolvidas na Caixa de Pandora são barradas em novos contratos com GDF

Companhias foram consideradas inidôneas pela Controladoria-Geral. Órgão diz que detectou 'práticas de atos ilícitos'.

A Controladoria-Geral do Distrito Federal declarou inidôneas nesta sexta-feira (17) duas empresas citadas no esquema de desvio de dinheiro público que ficou conhecido como a Caixa de Pandora.

Com isso, a Poliedro Informática e Soma Serviço de Pesquisa de Opinião ficam impedidas de assinar contrato com o GDF.


A medida de banir as companhias foi tomada após apurações internas em curso desde 2011. Para a Controladoria, "restaram caracterizadas práticas de atos ilícitos que atentam contra a necessária idoneidade da referida empresa para contratações públicas".

 

Entenda o caso

 

Ainda segundo a Controladoria, a Poliedro, junto a outras empresas do ramo de informática, praticou irregularidades em licitações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).


"Na condição de secretário de Planejamento, ele contratou sua própria empresa, Soma, para prestar serviços ao Instituto Candango de Solidariedade", diz o órgão responsável pelas apurações internas do governo. A contratação foi em 2003.

Além do processo administrativo, também foi instaurada na Justiça uma ação civil pública contra Penna pela prática de improbidade administrativa.


Ainda segundo a Controladoria, a Poliedro, junto a outras empresas do ramo de informática, praticou irregularidades em licitações da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).


"Houve conluio entre as empresas participantes da licitação, mediante o ajuste de preços, e que resultou na contratação da Poliedro", afirmou a Controladoria ao G1. A empresa foi contratada em 2006.

Nenhuma das duas empresas tem contrato vigente com o governo. Como os acordos anteriores são antigos, não aparecem no Portal da Transparência. Assim, não é possível acessar quanto elas já receberam de dinheiro público.


Estas duas empresas não devem ser as únicas a ser consideradas inidôneas pelo GDF. A previsão é de que outras instituições suspeitas de ligação com o mensalão do DEM também se tornem impedidas de contratar com o governo no decorrer dos próximos meses.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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