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TODO O VERÃO: Com El Niño, capital federal terá chuvas mais regulares até março

Segundo o Inmet, tendência é que as precipitações cheguem a ultrapassar a média do período durante a estação. "Super El Niño" deve perder força durante o outono

Depois de um ano marcado por seca e baixas umidades, grande parte por conta do fenômeno climático El Niño, o verão brasiliense em 2016 deve ser marcado por chuvas mais regulares do que o habitual.

 

 

A média de precipitações de janeiro a março é de 630mm, volume considerado normal segundo a previsão climatológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

 

No entanto, com a ação do El Niño no planeta, esses níveis podem ser ultrapassados. Mesmo nessas condições, o órgão garante que a média de chuvas se manterá normal.


Os meteorologistas acreditam que o “Super El Niño” deve perder força durante o  outono, que começa na segunda quinzena de março, mas os efeitos continuarão a ser sentidos por mais alguns meses.

Ele afeta o Brasil desde o início de 2015 e atingiu o ápice entre os meses de outubro e dezembro, classificado entre os três mais fortes das últimas três décadas. De acordo com o Inmet, os eventos semelhantes em termos de intensidade aconteceram entre 1982 e 1983 e entre 1997 e 1998.

Embora os especialistas digam que os efeitos do El Niño no planalto central não tenham sido muito evidentes, o período de seca no Distrito Federal foi sensivelmente agravado.

 

 

A mistura de altas temperaturas e baixas umidades castigou a população até o fim do ano, com chuvas fortes em curtos períodos de tempo. Nos últimos três meses de 2015 choveu apenas metade do que era esperado para o período no Distrito Federal, segundo o Inmet.

 

Em outubro, os brasilienses amargaram a umidade em queda constante, quando foi registrada a temperatura recorde de 36,8°C. Novembro foi considerado o mês mais quente em 47 anos, quando foram analisados três picos de altas temperaturas só nos primeiros 13 dias do mês.


Extremo


O El Niño é um fenômeno climático ligado ao aquecimento do Oceano Pacífico que pode causar fortes chuvas ou seca. O Inmet explica que, basicamente, ele apresenta dois extremos no Brasil: chuvas abaixo da média em parte das regiões Norte e Nordeste e acima da média na Região Sul podendo se estender até os estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo. O El Niño não tem um ciclo regular, podendo retornar em períodos que variam de 1 a 7 anos.

Altas temperaturas


As previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também reforçam que o El Niño continuará a influenciar o clima do país no primeiro trimestre, com maior probabilidade de temperaturas acima da média em quase todo o território brasileiro, principalmente no Nordeste. A nota técnica mais recente do órgão, mostra a “persistência da condição de aquecimento em praticamente todo o Oceano Pacífico Equatorial de janeiro a março deste ano”.


 

 

Fonte: *CB - Clipping

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