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O MAIOR DA HISTÓRIA: Carnaval espera reunir 1,9 milhão de foliões no Distrito Federal

A festividade promete movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios

Aquele que promete ser o maior carnaval da história do Distrito Federal chegou. A expectativa é que, nos quatro dias de festa, quase 2 milhões de foliões participem dos eventos espalhados pela capital — no ano passado, 1 milhão saiu às ruas.

 

O clima é de festa. Pelas lojas de fantasias e adereços, o corre-corre é grande. Vale fantasia de personagens infantis, filmes e até as tradicionais, como havaiano, policial, bombeiro. A mistura de ritmos invadirá Brasília com os blocos de rua, que vão tocar axé, samba, frevo, marchinhas e até rock. A festividade promete movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios.

 

Os primos Andressa Delfino, 15 anos, e Victor Delfino, 17, estão animados. E reservaram a fantasia para participar dos blocos. Para o Babydoll de Nylon, que promete arrastar 80 mil pessoas amanhã, ela desfilará de ‘anjinha’ e ele, de típico havaiano. Nem a fila na loja de fantasias desanimou os foliões. “Todos os dias, vou usar alguma fantasia. O carnaval de Brasília tem crescido muito e isso anima”, garante Andressa. “O que vale é a diversão. Vamos procurar ir a um maior número de blocos possível. A festa parece que será boa este ano”, completa Victor.

 

Os pequenos também não ficarão de fora da festa. Na loja de fantasias, os irmãos Pietro Bessa, 3, e Maria Antonella, 7,empolgaram-se com tantas possibilidades. A mãe, Gracilene Bessa, 32, disse que sempre gostou de levar os filhos para o carnaval. “Eles adoram. No dia a dia, o Pietro já gosta de andar de super-herói, então, para ele, é mais um dia de diversão.” Vestidos de Super-Homem e de princesa, eles prometem se divertir.

 

O secretário de Cultura do GDF, Guilherme Reis, acredita que este carnaval será marcado pela irreverência dos blocos. “A expectativa é que possamos aplicar, com sucesso, um formato que privilegie a entrada de investimentos privados e que desonere os cofres públicos, além de garantir que a nossa folia permaneça diversa, democrática e sem cordões”, explicou. “O nosso papel no governo não é tornar o carnaval o maior do país. Quem faz isso são os carnavalescos, os foliões.”
 

O bloco Babydool de Nylon, um dos que mais atrai foliões na capital, promete fazer história com um convidado especial. Amanhã, quem tocará a música que dá nome ao grupo é Robertinho de Recife, um dos compositores da canção e que fez grande sucesso nos anos 1970 e 1980 (leia Três perguntas para). “Com a presença do Robertinho, a galera ficará ainda mais animada”, ressalta David Murad, um dos organizadores.

 

No plano de segurança, a Polícia Militar reforçará a segurança nos 118 eventos cadastrados na Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), com uso de efetivo a pé, motorizado e de helicópteros. “Nos locais que tradicionalmente têm uma circulação maior de público, vamos também implantar comandos móveis para que a população possa procurar a corporação, caso necessário. Com as crianças, faremos uma ação de identificá-las. Basta os pais levarem uma foto 3x4, que produziremos carteirinhas”, detalhou o Major Michello Bueno, porta-voz da PM.

 

Além dos pontos de festas, ocorrerá reforço em locais estratégicos, como a Rodoviária do Plano Piloto, as estações do metrô e as paradas de ônibus. Os militares também recolherão objetos, como garrafas de vidro e instrumentos perfurantes.O Corpo de Bombeiros contará com 484 militares e 78 viaturas.

A folia em números

 

Número de PMs que farão a segurança do evento

10 mil

 

Movimentação da economia local
R$ 500 milhões

 

Custo total da festa
R$ 2 milhões


Hoje tem bloco na rua

Hoje, a Casa do Cantador, em Ceilândia Sul, promove a primeira edição do Carnaviola, a partir de 19h. A diversão será garantida por 12 duplas de viola caipira, oriundas do Clube do Violeiro Caipira. “Vamos fazer um ritmo mais animado para dançar, inspirado no estilo ‘arrasta-pé’ que era feito nas roças, o típico forró caipira”, explica Karen Parreira, organizadora do evento. Para inspirar o público, haverá um concurso das três roupas caipiras mais criativas. Diretor da Casa do Cantador, Francisco de Assis explica que os artistas acreditam que o carnaval alternativo possa se tornar uma festa tradicional. “O bacana é que as duplas vão interagir com o público presente, o que pode ser a cereja do bloco.”

 

Também no ritmo de pré-carnaval, o Bloco Libre! invade a área externa do Museu Nacional. Essa é quarta vez que o grupo, formado por amigos, leva para o carnaval discussões como o direito à cidade, à cultura e à diversidade. “É um bloco de pautas. Entre uma música e outra, levantamos questões que interferem na vida do cidadão. A expectativa é dizer à população que ela tem o direito de ocupar os espaços públicos”, detalhou um dos organizadores, Márcio Apolinário. A festa, que tem estimativa de público de 2 mil pessoas, misturará circo, teatro, dança e muita música. No palco, um quarteto de Jazz, samba-rock, com Maria Sabino e Peâ, e roda de samba. 

 

Fonte: *Via CB/Clipping

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