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RACIONAMENTO: Igreja católica está preocupada com crise hídrica, diz arcebispo de Brasília

Assunto tem a ver com tema da Campanha da Fraternidade, afirma cardeal Dom Sérgio da Rocha. Edição deste ano é sobre proteção dos biomas do Brasil.

A Igreja está preocupada com a crise hídrica, disse ao G1 nesta quarta-feira (1º) o arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha. Segundo o cardeal, o assunto tem tudo a ver com o tema da nova Campanha da Fraternidade, sobre “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”. A escassez de água faz com que quase todo o Distrito Federal seja afetado pelo racionamento.


“O assunto foi definido há dois anos, mas mais uma vez estamos achando que é uma coincidência muito oportuna. No ano passado, falamos de saneamento básico em uma época de muito surto de dengue”, disse. “Agora, é um assunto que o Brasil todo deve acolher, mas o Distrito Federal principalmente por causa da crise hídrica.”


De acordo com o líder religioso, a nova orientação da Igreja para proteger a natureza acolhe o entendimento científico de que o “Cerrado é a caixa d’água do Brasil”, por ser onde nascem importantes rios do país, como o São Francisco e o Tocantins.


“Neste momento, precisamos revalorizar nosso bioma Cerrado como fonte de águas. Se destruirmos, não contribuímos para o fim da crise hídrica”, declarou o arcebispo. “Pedimos [aos fiéis] ajuda, conscientização e respeito. E também cobramos do poder público mais planejamento.”


Ainda segundo Dom Sérgio da Rocha, a Igreja não tem um consumo alto de água, apesar do uso em celebrações. “A água tem um simbolismo religioso muito grande. Usamos no batismo e na água benta, por exemplo. Ela tem um valor imenso como fonte de vida e purificação. Mas nós usamos pouca água. A gente tem preocupação em economizar, com ou sem racionamento.”


 

Cardeal

 

Dom Sérgio da Rocha descobriu em setembro que o Papa Francisco iria nomeá-lo cardeal. Ele disse ter sido pego de surpresa pela notícia. Segundo ele, o anúncio é uma forma de reconhecimento e de valorização da Igreja brasileira e brasiliense. A oficialização ocoreu em novembro.

"Agradeço ao Papa em nome de toda a Igreja pelo sinal de misericórdia e amor que ele mostra pela Igreja do Brasil. Meu sentimento também é de agradecimento e esperança porque ser nomeado cardeal não é uma honraria e sim um serviço que necessita da ajuda dos fiéis, do povo para ser verdadeiro. Por isso peço a oração de todos e conto com a ajuda do clero e do povo de Deus."

Pela tradição da Igreja, cardeais com menos de 80 anos são possíveis candidatos para entrar em um futuro conclave que escolherá o sucessor do Papa.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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