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PREVENÇÃO APÓS CARNAVAL: Rede pública oferece testagem de sífilis, HIV e hepatite

Após "dias de folila", há aumento da procura pelos exames

Agir com precaução para se proteger contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é uma orientação que deve ser seguida durante o ano inteiro.

 

Mas, durante o Carnaval, muitos foliões se esquecem dessa recomendação e acabam se expondo a situações de risco.

 

Com isso, a tendência é aumentar a procura pela realização de exames para diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites virais (B e C).

 

“Se uma pessoa teve uma situação em que suspeita ter contraído uma infecção sexualmente transmissível, deve procurar uma unidade de saúde para ter acesso ao diagnóstico. No entanto, não adianta fazer o teste no dia seguinte. Os testes devem ser feitos cerca de 30 dias depois da última situação de risco para poder detectar a presença do vírus no organismo. É a chamada janela imunológica”, explicou Sérgio d'Ávila, da Gerência de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde.

 

Existem testes rápidos na rede pública para HIV, sífilis, hepatite B e C. Basta procurar a unidade de saúde mais próxima. Caso não tenha disponível, é possível realizar no CTA da Rodoviária do Plano Piloto, de segunda a sexta-feira.

 

Caso o exame seja positivo, a pessoa tem acesso ao tratamento na rede pública.  De acordo com o diagnóstico, ela poderá ser tratada na própria unidade que fez o teste ou encaminhada ao serviço de referência.

 

DADOS -  No Distrito Federal, são registrados, em média, mais de 900 casos novos de HIV/Aids nos últimos anos. Também houve crescimento das ocorrências de sífilis. Somente em 2016, foram mais de mil casos novos.

 

“Isso mostra que existe uma circulação muito grande dessas infecções. Além disso, as mulheres, principalmente as gestantes, precisam estar atentas para evitar a transmissão dessas doenças para seus filhos na gestação ou parto”, alerta Sérgio.

 

 

O profissional destaca que o uso de preservativo continua sendo a principal forma de prevenção.  Por isso, a Secretaria de Saúde distribuiu 1,5 milhão de preservativos para o Carnaval. “É preciso retomar a importância de mostrar para a população a necessidade do cuidado consigo e com as pessoas com quem se relacionam”, enfatizou.

 

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