compartilhar

CRISE HÍDRICA: Conta de água pode ter reajuste acima de 50 por cento em 6 meses

Além da taxa de contingência, que foi implantada em dezembro, a Caesb já prepara a proposta de reajuste anual da conta. O valor será divulgado até junho.

Nos últimos dois anos, o reajuste foi de 16,20%, valor superior à inflação. A taxa de inflação anual de 2016 ficou em 5,62%.

 

Considerando o valor de 40% da taxa de contingência, o aumento acumulado será superior a 50%.

 

Segundo a Adasa, o reajuste anual é feito com valores inflacionários e o gasto com custos da crise hídrica devem ser compensados com a taxa de contingência, sem serem refletidos no índice de reajuste ainda a ser divulgado.

 

Desde que foi criada em dezembro do ano passado, a taxa de contigência já arrecadou R$ 9,5 milhões entre os meses de dezembro e janeiro.

Os valores de fevereiro ainda não foram divulgados. A taxa foi criada como mais uma medida para tentar conter o uso de água diante da crise hídrica, e não tem prazo para deixar de ser cobrada.


Os valores arrecadados, contudo, ainda não tiveram uma destinação anunciada.

 

Segundo a Caesb, quem define a destinação é a Agência Reguladora de Água e Energia do DF (Adasa). Uma audiência pública sobre o uso do recurso será feita hoje, às 9h, na sede da agência (Estação Rodoferroviária, Sobreloja Ala Norte).


Para incrementar ainda mais os novos valores da conta de água, a Adasa divulgou esta semana uma resolução que pretende multar em R$ 250 quem usar água da Caesb para lavagem de carros, calçadas e ruas públicas, garagens e fachadas inclusive particulares), irrigação paisagística e manutenção de piscinas (enchimento e troca de água).

 

A regra não vale para lava-jatos que utilizem equipamento de baixa vazão (menos de 1.200 l/h), sistemas de captação, tratamento e armazenamento de reuso dentro das normas pré-estabelecidas, ou que utilizem água de poço.


A resolução será tema de audiência pública na quinta-feira, às 9h, na sede da Adasa. Interessados podem enviar sugestões para AP_003_2017@adasa.df.gov.br.

 

Rodízio

A crise hídrica acabou influenciando até mesmo a rotina na Universidade de Brasília (UnB), que adiou em um dia o início do ano letivo no Campus Darcy Ribeiro. Sem água ontem, as aulas iniciaram apenas hoje no campus.


Conforme o professor Paulo Cézar, da Diretoria de Engenharia Civil da UnB, haverá ampliação da rede de reserva de água para incluir os prédios mais velhos, que não possuem cobertura, como o ICC, a Reitoria e a Biblioteca.


A previsão é de que a obra fique pronta até o dia 23. A instituição fará também a troca de equipamentos mais econômicos e conserto de vazamentos. O investimento vai compor o orçamento da universidade.


Hoje, o racionamento atinge a região do Gama, abastecida pela barragem do Descoberto. No rodízio da barragem de Santa Maria, haverá interrupção em Paranoá, Itapoã, SMLN (Lts 01 a 13 do Trecho 13), Taquari, Condomínio RK e Império dos Nobres, Lago Sul (QL 12 a 28, QI 16 a 29, Cjs 01, 02 e 03 da QI 13 e Pontão), SMDB, Setor Habitacional Dom Bosco/Villages Alvorada e Condomínio Privê Morada Sul.

 

Fonte: *Via Destak/Clipping

COMENTÁRIOS