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FUNDO DE GARANTIA: Primeiro dia nas agências da CEF em Brasília tem filas e são aguardados 80 mil saques

Filas começaram a se formar antes das 9h. Pelas regras, só pode sacar dinheiro quem fez aniversário em janeiro ou fevereiro.

No primeiro dia de saque do FGTS, as filas em agências da Caixa no Distrito Federal começaram a se formar antes das 9h desta sexta-feira (10).

 

Até a publicação desta reportagem, no entanto, não havia registro de longas filas. Pelas regras, somente os aniversariantes de janeiro e fevereiro podem sacar o dinheiro. A previsão é de que nesta primeira "leva", 80 mil pessoas busquem retirar o FGTS.

O banco estima total de R$ 126,1 milhões que podem ser injetados na economia.

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Na fila de uma agência do Setor Bancário Sul, o especialista em dados Isac Alexandrino, de 29 anos, disse que espera receber cerca de R$ 10 mil de seis contas inativas. Com o montante, ele pretende quitar dívidas e investir outra parte.


A aposentada Conceição Azevedo, de 58 anos, chegou cedo à agência para ajudar a mãe a sacar o FGTS. "Meu irmão é falecido há dez anos e minha mãe que vai receber [os inativos] dele". Antes das 9h, ela era uma das primeiras da fila a espera do atendimento.


Para se preparar, a aposentada acessou as contas do irmão pelo site a fim de ver o quanto havia em inativos e percebeu que algumas empresas não depositaram o FGTS. "De umas três empresas, tem coisa. Outras não. Vim para sacar e ver o que tem de errado."

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Com o dinheiro, Conceição quer ajudar a pagar uma cirugia para a mãe em um hospital privado. "Ela está com a cirurgia agendada na rede pública e me disseram que a fila de espera está de um ano."


Na agência do Conjunto Nacional, próximo à rodoviária do Plano Piloto, não tinha fila. A espera foi grande somente para quem precisou de atendimento pessoal para outros serviços.


A dona de casa Elisabeth Souza Lima, de 39 anos, foi a agência acompanhar o marido, que trabalha fazendo "bicos", sem carteira assinada. O último emprego de Jauvecir Delfino, de 46 anos, foi em 2015 e rendeu R$ 900 ao FGTS.


Depois do atendimento, que durou cerca de dez minutos, Delfino saiu com o dinheiro em mãos - que vai virar presente pra mulher. "Vou comprar um celular pra ela. O que sobrar, coloco no banco ou uso pra terminar de construir a casa." Ele e a mulher moram em São Sebastião com os três filhos.


Na agência da 509 Norte, a espera pelo atendimento chegou a uma hora, segundo uma funcionária que não quis se identificar. A assessoria de imprensa da Caixa negou que houve demora. "Como hoje é o primeiro dia, vem muita gente. E algumas ainda tem que tirar a senha do Cidadão."


O funcionário público Erlandyson Neves, de 38 anos, não conseguiu sacar os R$ 780 que estavam inativos no FGTS. A empresa depositou o valor, mas não declarou a data do fim do contrato.

"Eu me lembro de assinar a recisão, mas não sei se tenho isso guardado." Para retirar o saldo, ele vai precisar apresentar o termo ou pedir à empresa que comprove a data de recisão. "Pior é que esse foi meu primeiro emprego, em 1997, em uma empresa do Maranhão."


Como funciona

 

O horário exclusivo para retirada do FGTS, de 9h às 11h, funciona nos três primeiros dias de cada liberação. Para garantir atendimento à demanda, a Caixa informou que vai abrir agências do DF e do Entorno, das 9h às 15h. 

Veja aqui os locais.


A primeira leva de saques segue até a próxima terça (14). A segunda começa no dia 10 de abril, quando serão atendidos os aniversariantes de março, abril e maio.

O atendimento começou às 9h e a previsão é de que siga até as 16h. Para outros procedimentos nas agências, o serviço começa às 11h.


Quem tiver até R$ 3 mil no FGTS pode sacar direto no caixa eletrônico. Se o valor for até R$ 1,5 mil, é preciso ter a senha do Cidadão. Acima do montante, é preciso ter a senha e o Cartão Cidadão. Ambos os documentos devem ser solicitados em uma agência da Caixa. Até este valor, os inativos também podem ser creditados na conta corrente por meio do site.

A Caixa recomenda levar identidade, carteira de trabalho e o termo de recisão contratual. "O que mais acontece é ter o valor debitado, mas não a data de saída do trabalho", afirmou um funcionário.

"Como é muito mais moroso esperar que a empresa comprove a data do fim do trabalho, a Caixa pede que as pessoas tragam a recisão."

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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