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PROPOSTAS INDIGESTAS: Milhares protestam contra Reforma da Previdência na Esplanada

Manifestação travou o trânsito na área central e causou engarrafamentos em vários pontos de Brasília. Protestos seguem durante todo o dia

A manhã desta quarta-feira (15/3) está sendo de trânsito intenso, com engarrafamentos em vários pontos do Plano Piloto, e muito movimento na área central de Brasília.

 

Perto do meio dia, cerca de 10 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, já ocupavam a Esplanada dos Ministérios: a maioria trabalhadores e sindicalistas que protestam contra as propostas do governo federal de reformas Trabalhista e da Previdência.


Servidores do GDF também participam, e cobram do Governo do Distrito Federal reajustes de salários e benefícios, além de pagamentos em atraso.

Às 5h, o prédio do Ministério da Fazenda foi ocupado por manifestantes: 200, segundo a PM, e 1,5 mil, de acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST). Vidros da portaria do edifício foram quebradas.


Três horas depois, professores da rede pública do ensino davam início a uma assembleia em frente à Catedral de Brasília. O ato marcou o primeiro dia da greve da categoria, que cobra do GDF a última parcela do aumento escalonado que foi negociado com a gestão anterior ainda no ano de 2012, com a aprovação da Câmara Legislativa.

O governo alega falta de verbas para quitar a dívida, e os educadores prometem não voltar para sala de aula até que os valores devidos sejam depositados. A categoria também pede reajuste nos valores de tíquetes e isonomia com os demais servidores com nível superior do DF. O governo local já anunciou que cortará o ponto dos professores que não estiverem em sala de aula.


Ato unificado
Além do Sindicato dos Professores, outras entidades ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram nas imediações da Catedral: foi o caso dos sindicatos dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Assistência Social no DF (Sindprev-DF) e o dos Bancários do DF.

“Estamos firmes no movimento. Não vamos aceitar que retirem os direitos já conquistados pelo povo. Não há acordo a ser feito. O povo na rua vai derrotar a reforma trabalhista”, afirmou o professor da rede pública Frederico Muniz, 37 anos. 

Por volta das 9h, os trabalhadores migraram da Catedral para as imediações do Ministério da Fazenda, onde outras categorias, como o MST, já estavam reunidas para o ato unificado contra as reformas, marcado para o período da tarde em frente ao Congresso Nacional.

 

O agricultor familiar Helio Olimpo Gomes, 54 anos, filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), saiu de Almenara (MG) e veio de ônibus para participar do protesto da categoria contra a Reforma da Previdência. “Estamos vivendo um momento de angústia e incertezas. Se a gente não se alertar para o que está acontecendo agora, nosso futuro será incerto”, disse.

Trânsito
O trânsito na região central de Brasília ficou bastante congestionado desde as primeiras horas da manhã. O fluxo de veículos na Esplanada dos Ministérios chegou a ser totalmente interrompido antes das 10h: a interrupção complicou o tráfego nas vias S1 e S2. Por volta das 12h30, a N1 foi bloqueada por alguns minutos, entre a Praça das Bandeiras e o Ministério da Fazenda.

 

O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar está responsável por fazer a escolta dos manifestantes em direção ao Congresso, e não descarta outras interdições ao longo do dia. Caso haja bloqueio completo da via, a PM diz que o tráfego será canalizado para a Avenida L2 Sul e a N1.

Brasília - Integrantes de movimentos sociais ocupam o Ministério da Fazenda em protesto contra as reformas da previdência e trabalhista  (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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