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EXAME DE SANGUE: Rede pública de Brasília deixa de fazer exame para HIV e hepatite por falta de reagente

Gerente de laboratório diz que atual contrato acabou e que nova licitação já foi concluída. Previsão é de que situação se normalize até abril.

A rede pública de saúde do Distrito Federal deixou de fazer exames de sangue para detectar vírus do HIV e da hepatite por falta de reagentes químicos, que permitem chegar a um diagnóstico.

 

Questionada, a Secretaria de Saúde disse que não saberia informar há quanto tempo está sem os reagentes.


De acordo com um paciente que preferiu não se identificar, não havia material para fazer exame de CD4 – que mede a quantidade de células do sistema imunológico – nem para a carga viral, que serve para ver a quantidade de vírus que o paciente tem no organismo.


O secretário da ONG Arco-íris Raimundo Lima, que representa pacientes com o vírus, também recebeu reclamações neste sentido. “Os pacientes me disseram que foram fazer os exames e tiveram que voltar porque não tinha o reagente.”


Gerente do Laboratório Central (Lacen) da Secretaria de Saúde, Maurício Fiorenza afirmou que o problema tem causas burocráticas. “[É] Questão contratual no caso. Tinha um contrato e ele se findou. Nós tínhamos startado um processo de aquisição, e por conta da questão burocrática, ritos processuais têm que ser cumpridos.”


Ele afirmou ainda que a previsão é de que a situação seja normalizada até o começo do mês. “Na sexta-feira [10], a gente conseguiu finalizar o processo de aquisição, que era o processo licitatório para todos nossos marcadores de hepatite A, B, C e HIV. Então, creio que assinaremos o contrato essa semana ainda e dentro de um prazo de mais ou menos 20 dias nós teremos a rede totalmente abastecida com referência aos reagentes de HIV e hepatite para sorologia.”


Enquanto isso, a secretaria aconselha os pacientes a procurarem o centro de testagem e acompanhamento, na Rodoviária do Plano Piloto. Segundo a pasta, os exames de sorologia podem ser substituídos pelos testes rápidos, que estão sendo feitos normalmente.


“Só é uma questão de gestão, de fazer o plano estratégico funcionar para que não faltem os suprimentos que tem que ter na Secretaria de Saúde para os pacientes, para os usuários do sistema. Isso é uma questão de gestão mesmo, grave”, continuou Fiorenza.

Todos os dias, o Lacen recolhe amostras de postos de saúde e dos hospitais da Grande Brasília para fazer exames de alta complexidade. No local, tudo é feito de forma automatizada.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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