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VAI PRA SANÇÃO: Com bancada do Distrito Federal dividida, Lei da Terceirização é aprovada na Câmara dos Deputados

O Lei da Terceirização foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda a sanção do presidente Michel Temer para ser publicada no Diário Oficial. Apesar das mobilizações na rua pela CUT e da tentativa da oposição de evitar a votação, a maioria da Casa seguiu o voto do relator Laércio Oliveira (SD-SE) e apoiou a medida que permite terceirização em todos os níveis das empresas. O projeto foi aprovado por 231 a favor, 188 contra e 8 abstenções.

Cogitada como votos certos, a bancada do DF se dividiu no instante de dizer sim ou não. Governistas como Rogério Rosso (PSD) e Augusto Carvalho (SD) votaram contra a proposta, segundo o painel. Principal opositora, Érika Kokay (PT) está na Alemanha e, portanto, não compareceu.

O PL 4320/98, aprovado na noite desta quarta-feira, foi “ressuscitado” 18 anos após ter sido proposto, ainda no governo FHC. Os defensores do projeto afirmam que a ampliação das terceirizações vai gerar mais empregos, enquanto os opositores falam em precarização do trabalho.

A resistência encabeçada por PT, PDT, PCdoB, PSOL e Rede critica a colocação da matéria em votação antes do substitutivo PL 4330, que versa sobre o mesmo assunto, mas está em tramitação no Senado desde 2015, sob relatoria do petista Paulo Paim.

“Eles estão com medo de discutir com o povo sobre essa proposta, que não tem o apoio de ninguém”, criticou Paim, instantes antes do início da sessão na Câmara.

Antes do início da votação do texto principal, quando a Casa deliberava sobre o modo de proceder, parte da oposição sacou patos de borracha com inscrições contrárias ao projeto. O gesto foi uma alusão ao pato inflável financiado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de SP (Fiesp) durante o procedimento de impeachment de Dilma Roussef.

Os manifestantes da CUT que preencheram um pedaço da galeria do plenário foram advertidos pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por gritarem palavras de ordem durante a fala de parlamentares. Após não ter sido atendido, o deputado afirmou que não vai permitir o acesso do grupo nas próximas votações.

Ainda há sete destaques de bancada a serem considerados, mas a tendência é que nenhum deles passe.(*Por:Eric Zambon)

 

Fonte: *Via JBr/Clipping

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