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CHUMBO-GROSSO: MPF processa blogueiro de Brasília que acusou Janot de fazer acordo para blindar políticos

Para órgão, internauta deve responder por calúnia e injúria por dizer que Janot buscou beneficiar investigados na Lava Jato. Em vídeo, blogueiro também chamou chefe da PGR de 'rato'.

O Ministério Público Federal entrou nesta quinta-feira (23) com ação contra um blogueiro de Brasília que gravou um vídeo dizendo que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tinha se reunido com políticos em um restaurante para fechar um acordo a fim de evitar que o presidente Michel Temer e senadores fossem investigados e denunciados na Lava Jato. A postagem, que também qualifica Janot de “rato”, é de 12 de fevereiro.


Caso a Justiça aceite a denúncia, o blogueiro irá responder por calúnia e injúria contra o chefe da PGR. Até a publicação desta reportagem, o G1 ainda tentava contato com o internauta. Na internet, o vídeo que motivou o processo foi visto ao menos 85 mil vezes.

No processo, o MPF defende que o encontro “jamais ocorreu” e negou que houvesse qualquer tratativa com o objetivo de barrar investigação de autoridades. Ainda segundo o órgão, o blogueiro sabia que as informações eram falsas.


“Ao imputar falsamente – e ciente da falsidade -, a perpetração de crime de prevaricação pelo procurador-geral da República atingiu a incolumidade moral do ofendido, agredindo-lhe a honra objetiva”, argumenta o procurador Raphael Barbosa, responsável pelo processo.

Para o MPF, o blogueiro ofendeu a dignidade de Janot ao xingá-lo. O órgão usa como prova o próprio vídeo postado na internet, em que o internauta diz que não conseguiu fazer um vídeo do suposto encontro de Janot no restaurante porque não conseguiu chegar a tempo.


“Infelizmente, ratos, muitas vezes, conseguem escapar, de uma maneira rápida e ligeira”, cita o Ministério Público como trecho da fala no vídeo.

Com isso, o MPF pede à Justiça que o internauta pague indenização e seja punido por até dois anos e seis meses pelo crime. Para o órgão, também cabe um acréscimo de um terço na pena porque o alvo foi um funcionário público. O caso será julgado pela Justiça Federal em Brasília.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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