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PENTE-FINO: Governo faz vistoria geral nas feiras e shoppings populares do Plano Piloto e cidades-satélites

Cerca de 16 mil boxes concedidos por licitação passam por pente-fino para verificar se há uso indevido do espaço ou ocupação irregular

Cerca de 16 mil boxes em feiras — livres e permanentes — e shoppings populares de Brasília passam por vistoria geral para verificar se os espaços são ocupados pelas pessoas para quem foram concedidos, quais deles estão vazios e quais têm uso inapropriado.


Segundo o subsecretário de Mobiliário Urbano e Participação Social da Secretaria das Cidades, Marlon Costa, a intenção é verificar quais as bancas que são exploradas e as que permanecem ociosas. “Entre os boxes analisados até o momento, por exemplo, encontramos alguns bares com práticas ilegais”, explicou.


Com a catalogação de todas as feiras, a pasta terá uma lista dos boxes vagos para fazer nova licitação e renovar os comércios das regiões administrativas. “Ainda não temos estimativa de quanto pode ser arrecadado, porque cada administração determina um valor para o metro quadrado, e por não sabermos quantas lojas estão vazias”, justificou Costa.

78 => Quantidade de centros comerciais, entre feiras e shoppings populares, que passam por vistoria no Distrito Federal

Todas as localidades da Grande Brasília têm algum tipo de centro comercial com lojas concedidas pelo governo.

São 38 feiras livres, 36 permanentes e quatro shoppings populares, que somam 78 espaços a serem vistoriados pela subsecretaria na cidade.

 

Feira de Samambaia é vistoriada desde 28 de março

Desde 28 de março, uma equipe de seis servidores faz verificações na Feira Permanente de Samambaia, onde deve ficar até 6 de abril. De acordo com o levantamento, até o momento, apenas 10% das bancas são ocupadas pelo titular da concessão, e 90% por outras pessoas.


Além disso, aproximadamente 60% dos boxes estão fechados, enquanto uma média de 30% são usados por terceiros, como parentes ou pessoas para quem o espaço foi alugado. Nesses casos, a concessão é passada para o nome da pessoa que comanda a loja no momento que os agentes da subsecretaria a visitam.

É o caso de Maria Adelina, que administra um restaurante de comida nordestina em dois boxes da feira. “Quando cheguei à banca, pagava R$ 700 de aluguel para um senhor. Um dia a administração passou a loja pro meu nome”, conta a comerciante de 57 anos, que hoje paga R$ 300 de taxas para a administração de Samambaia.


Depois de concluída a vistoria, a equipe de servidores vai para outra das cinco feiras da região administrativa. O subsecretário disse que já foram vistoriados de 3 a 4 mil boxes de Brasília em quatro centros de comércio.

 

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