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PARA OU CONTINUA: Professores e GDF debatem fim da greve em reunião nesta segunda (3/4)

Para docentes, a solução do impasse depende das propostas a serem apresentadas pelo Executivo, que já descartou aumento salarial

Uma nova rodada de negociações entre professores e representantes do Governo do Distrito Federal, nesta segunda-feira (3/4), pode encaminhar o fim da greve dos docentes. A categoria afirma, porém, que a solução do impasse depende da apresentação de propostas pelo GDF.


Segundo Samuel Fernandes, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro), o Buriti ainda não ofereceu propostas específicas para as demandas das categorias. “O governo descumpre diversas exigências legais, como auxílio-alimentação, o plano distrital de educação, o plano de carreira, além do reajuste salarial prometido no ano passado. Queremos saber quais as posições concretas sobre esses temas”, argumenta.


O representante dos docentes ainda afirma que, com as propostas em mãos, os professores devem debater o fim ou a manutenção da greve durante assembleia-geral marcada para esta terça-feira (4).Rafaela Felicciano/Metrópoles

 

O secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, confirmou a reunião desta segunda (3), mas não adiantou as propostas que serão apresentadas. Na semana passada, após reunião da cúpula do Buriti com os educadores, Sampaio confirmou que estavam descartados aumento salarial e pagamento da última parcela do reajuste concedido à categoria ainda em 2013. O mais provável nesta segunda, conforme discursos recentes do GDF, é que sejam incluídos nas negociações um cronograma para a quitação de dívidas pecuniárias e um estudo para o reajuste no vale-alimentação, entre outros benefícios.

Debate quente
Na última quinta-feira (30/3), GDF e professores fizeram uma reunião para uma tentativa de negociação. Mas ambos os lados saíram exaltados. Antes do encontro, o chefe da Casa Civil chegou a afirmar que o governo “inverteria a ordem”, e só pagaria os salários depois das reposições de aula.

Os professores, porém, rejeitam a determinação. “Em todas as paralisações fazemos a reposição de aulas. Mas esse assunto só será debatido após o fim da greve”, alega o diretor do Sinpro Samuel Fernandes.

No dia anterior, os docentes haviam decidido em assembleia a manutenção da greve, mesmo com a decisão da Justiça que considerou a paralisação ilegal. Os servidores ocuparam faixas do Eixo Monumental e chegaram a tentar invadir o Palácio do Buriti. A categoria está de braços cruzados desde o dia 15 do mês passado.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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